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O que pode levar para a Festa de Iemanjá? Evento conta com postos de abordagem

Além disso, o esquema de segurança conta com uma nova plataforma de observação elevada

  • Foto do(a) author(a) Thais Borges
  • Thais Borges

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 09:01

Policiais Militares farão abordagem em portais de acesso à festa de Iemanjá
Policiais Militares farão abordagem em portais de acesso à festa de Iemanjá Crédito: Divulgação

O planejamento da segurança na festa de Iemanjá conta com reforços neste ano: os postos de abordagem com detectores de metais e uma nova plataforma elevada de observação. De acordo com o Departamento de Comunicação da Polícia Militar, os portais estão nos principais acessos ao evento e são uma medida para a prevenção do porte de armas e objetos que podem comprometer a segurança coletiva.

O esquema oficial preparado pela PM começou ainda no domingo (1), com a guarda das oferendas e organização da fila, e segue até o fim da noite desta segunda-feira (2), data oficial da festa, com a dispersão completa do público. De acordo com a corporação, serão 786 policiais militares no evento. A coordenação é da 12ª Companhia Independente (Rio Vermelho), com supervisão do Comando de Policiamento Regional Atlântico. As equipes especializadas vão acompanhar o fluxo de pessoas em tempo real, com a dinâmica dos acessos e com ajustes no emprego da tropa sempre que julgarem necessário.

Dois de fevereiro levou multidão ao Rio Vermelho para homenagear Iemanjá por Sora Maia/CORREIO

Entre os objetos proibidos na celebração, estão os cortantes, como facas, estiletes, tesouras e abridores pontiagudos. Vendedores ambulantes também não podem vender objetos cortantes nem bebidas armazenadas em vidro e a recomendação é dar preferência a latas e embalagens plásticas.

Outra orientação é evitar palitos de madeira ou de metal, típicos de espetinhos. Garrafas, copos e frascos de vidro também são proibidos. Mais alguns utensílios perigosos e que devem ser evitados, segundo a orientação da PM, são fogos de artifício e objetos pesados como correntes e barras de ferro, por aumentar o risco de lesões.

A PM conta, ainda, com viaturas, motocicletas, bases móveis, policiamento montado, drones e aeronaves, atuando de forma integrada para ampliar a cobertura e a mobilidade das equipes.

Dois de fevereiro levou multidão ao Rio Vermelho para homenagear Iemanjá por Sora Maia/CORREIO

Operação especial

Além dos portais de abordagem, uma estratégia utilizada no policiamento a pé é o reforço com nove postos elevados de observação e uma plataforma elevada, ampliando o campo de visão e a capacidade de pronta resposta.

A nova Plataforma de Observação Elevada (POE) da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) é um caminhão utilizado pela Superintendência de Telecomunicações (Stelecom) e auxilia as Forças Policiais e de Bombeiros. Na nova POE, há nove câmeras embarcadas, sendo cinco com a tecnologia do Sistema de Reconhecimento Facial e quatro do de Placas Veiculares, chegando a operar, de forma simultânea, com até 15 câmeras, com os sistemas do Projeto Video-Polícia. A antiga POE possuía apenas sete câmeras.

O objetivo, de acordo com a SSP, é permitir o monitoramento contínuo do evento, que atrai milhares de baianos e turistas. O sistema visa assegurar um atendimento ágil e eficiente, com resposta rápida a qualquer ocorrência, em especial na identificação de foragidos da Justiça inseridos no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O esquema de Iemanjá 2026 inclui o uso das câmeras de monitoramento, com Reconhecimento Facial, Plataforma de Observação Elevada (POE), drones, embarcações e aeronave, ampliando a capacidade de vigilância e agilizando o tempo de resposta das equipes em campo.

O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) estará ativado até o fim do evento, reunindo 20 órgãos estaduais e municipais. A integração permitirá monitoramento em tempo real e tomada rápida de decisões durante a Festa de Iemanjá 2026.