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Quem tem fé vai de vinho: experimentamos o novo vinho exclusivo da Colina Sagrada

Parceria entre Santuário do Senhor do Bonfim e vinícola baiana cria linha exclusiva que mistura devoção, memória afetiva e mercado

  • Foto do(a) author(a) Moyses Suzart
  • Moyses Suzart

Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 05:00

Vinho do Bonfim
Vinho do Bonfim Crédito: Divulgação

É preciso beber muita água para conseguir honrar a fé de ir a pé da Conceição à Colina Sagrada, na tradicional lavagem sacra. Mas imagine chegar à igreja do Senhor do Bonfim, depois de oito quilômetros de paletada, e beber um vinho… É libertador! Ou melhor, é venerar o próprio protetor da Bahia. Afinal, o primeiro milagre de Jesus não foi curar leprosos, levantar defunto ou multiplicar o pão. Foi transformar água em vinho. Tá lá na bíblia, que não me deixa mentir (João 2:1-11). E agora este santo milagre virou realidade, para nossa alegria. A basílica agora tem um tinto para chamar de seu. Ou melhor, dois: o Colina Sagrada e o Gonçalo do Amarante, ambos já à venda na Basílica.

Além de ajudar a igreja na manutenção do lugar sagrado, os novos produtos pretendem misturar a tradição religiosa, identidade cultural e a experiência sensorial dos vinhos. A nova linha representa a primeira etapa de uma carta exclusiva concebida a partir de uma parceria entre o Santuário e a Vinícola Sertania, com sede em Morro do Chapéu, no Centro-Norte baiano.

“Mesmo tendo como objetivo ajudar na manutenção da Basílica, o vinho também tem uma perspectiva simbólica e afetiva. Ele se relaciona ao Santuário no sentido de que as pessoas, ao adquirirem o produto, vão degustar e guardar na memória olfativa e afetiva o sabor de algo comprado aqui na Bahia, no Bonfim. Com certeza, isso deixará no coração de quem provar saudade, lembranças, e tudo isso contribui para que a devoção ao Senhor do Bonfim seja sempre recordada e permaneça viva na memória de turistas e fiéis devotos que visitam a Basílica”, assegura Padre Edson Menezes, que interrompeu gentilmente seu período de descanso após a Lavagem do Bonfim para atender o CORREIO.

Para o líder religioso da Colina Sagrada, o produto já nasce com uma relação sagrada com a história do lugar. Principalmente no período da páscoa, onde o vinho ganha ainda mais importância e chega a representar o sangue de Cristo (olha aí!). “Particularmente na Páscoa, o vinho faz parte da ceia. Nós costumamos realizar uma ceia pascal com várias iguarias próprias de cada região, mas o vinho é sempre uma bebida muito apreciada por todos e que aconselhamos que faça parte do cardápio”, disse.

“Um santuário procura sempre produzir itens que ajudem na divulgação daquele espaço sagrado, que colaborem com a sua manutenção e que cultivem, no coração de quem visita, lembranças e recordações. Adquirir um vinho no Santuário, além do simbolismo de uma bebida fortemente ligada ao cristianismo, ajuda cada pessoa a levar consigo essa boa recordação depois de ter visitado a nossa Basílica”, completa Edson.

Para o presidente da Irmandade do Senhor do Bonfim, Marcelo Sacramento, mais do que um item comercial, o lançamento representa uma forma ampliada de compartilhar a devoção e a identidade que emanam do Santuário. “É uma honra poder oferecer aos fiéis e ao público em geral um produto que carrega em si a história, a fé e a identidade baiana”, afirmou.

A criação visual dos rótulos foi assinada pela agência Toca Comunicação, que buscou traduzir, de forma imediata, a conexão entre os símbolos religiosos da Basílica do Senhor do Bonfim e o imaginário cultural que envolve a Colina Sagrada. “A nossa missão era criar uma identidade visual que comunicasse a representatividade histórica e espiritual da Basílica, uma das mais significativas do Brasil e do mundo”, explicou a diretora da agência, Camila Oliveira.

O rótulo Colina Sagrada foi formulado para expressar leveza e suavidade, com aromas diretos que não intimidam quem está começando a descobrir o universo dos vinhos. Já o Gonçalo do Amarante revela camadas aromáticas e sabores que se desdobram mais lentamente, resultado de um processo de vinificação que respeita técnicas tradicionais e atenção ao detalhe. Isso é o que a vinícola assegura. Traduzindo, um é mais leve e o outro mais forte, respectivamente. E, claro, provamos um deles, o Colina Sagrada.

O vinho é cheiroso, o que dá vontade de deixar daquelas formalidades de ficar girando o copo e tentando sentir o aroma para experimentar logo. O vinho é doce, mas encorpado, não é fraquinho não. Mesmo para quem prefere um vinho seco, o vinho Colina Sagrada se torna uma opção diferente e saborosa. Vale a compra e o preço, comparado com o mercado, não é dos mais caros.

“O ‘Colina Sagrada’ foi concebido para ser um vinho de mesa leve, suave, de sabor direto e franco, capaz de agradar a todos os paladares e direcionado a servir de ponte entre o mundo dos vinhos e o amor pela cultura e fé baianas. Já o ‘Gonçalo do Amarante’ é um vinho exuberante, com uma expressão mais elaborada e cheia de segredos, com aromas e sabores que precisam ser desvendados com vagar, destinado a um público que aprecia a complexidade dos vinhos de gama alta, elaborado com respeito às melhores técnicas e tradições da vitivinicultura”, disse Ary Cyrne, representante da vinícola.

Mesmo nos primeiros dias de comercialização, os vinhos têm atraído a atenção não apenas dos devotos, mas também de visitantes e colecionadores que veem no Colina Sagrada um produto que une história e experiência sensorial. A ideia de presentear amigos e familiares com um vinho que leva a marca da fé baiana e a presença simbólica da Basílica converte o rótulo em um souvenir afetivo e em um convite à descoberta. Agora, o Bonfim ganha mais uma opção além da água benta para benzer o carro novo, entre outros.

“Outros produtos também são produzidos em santuários, como pão e café. Aparecida, por exemplo, tem o Café da Padroeira. Tudo isso é pensado para que o devoto e o peregrino guardem boas lembranças do lugar sagrado que visitaram. Como já destaquei, a memória olfativa de um alimento que você leva, consome e recorda depois faz com que aquele espaço sagrado permaneça vivo na sua lembrança.”, completa Padre Edson Menezes.

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Vinho Igreja do Bonfim