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Wendel de Novais
Publicado em 4 de junho de 2026 às 11:36
O jardineiro Felipe Henrique Ferreira, que foi encontrado morto em uma área de plantação de eucaliptos no distrito de Itaporanga, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, foi sequestrado e executado por traficantes do Comando Vermelho (CV). A vítima estava desaparecida desde a madrugada do último sábado (30), quando foi retirada de casa por criminosos encapuzados. >
Felipe foi levado da residência onde morava, no distrito de Itaporanga. Dias depois, o corpo dele foi localizado em avançado estado de decomposição em uma região de mata. As investigações apontam que o crime pode estar relacionado à atuação de facções criminosas que disputam território na região. >
Caso é investigado pela Polícia Civil
De acordo com o coordenador da 23ª Coorpin de Eunápolis, delegado Moabe Lima, a principal linha de apuração é de que os criminosos suspeitavam que a vítima estivesse fornecendo informações sobre o tráfico de drogas.>
"A motivação apontada até o momento é a suspeita de que ele estaria repassando informações para um grupo rival, mas isso ainda não foi comprovado. Os faccionados da região o retiraram de casa e efetuaram os primeiros disparos. Não sabemos se ele chegou a morrer em decorrência desses tiros iniciais. Depois, ele foi levado para uma área de mata, onde os criminosos continuaram atirando", explicou.>
Conforme a investigação, integrantes da facção Comando Vermelho (CV) teriam acusado Felipe de denunciar um ponto de venda de drogas às forças de segurança. A suspeita, no entanto, ainda é apurada pela Polícia Civil. O delegado também destacou que a área onde a vítima vivia é marcada pela presença de grupos criminosos rivais e por constantes confrontos.>
“É uma área de conflito. Trata-se de uma região próxima a Itaporanga, uma área de mata onde há registros frequentes de conflitos. Por isso, podemos dizer que existe uma situação de disputa na região por esses grupos criminosos”, afirmou.>
Durante a perícia realizada na residência de Felipe, policiais encontraram vestígios de sangue, cápsulas de munição calibre 9 milímetros e o telefone celular da vítima, que permaneceu no imóvel após o sequestro. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames necroscópicos. A Polícia Civil continua realizando diligências para identificar os responsáveis pelo homicídio e esclarecer todas as circunstâncias do caso.>
Motoristas de app>
O sequestro de um motorista de aplicativo resultou em uma operação contra crimes de homicídio, tortura, extorsão, cárcere privado e ocultação de cadáver em Eunápolis, no extremo sul da Bahia. A Operação Libertatis, realizada na manhã de terça-feira (2), teve como alvo integrantes do grupo apontado como responsável por manter um verdadeiro “tribunal do crime” na cidade.>
O grupo, de acordo com informações de policiais ouvidos pela reportagem, tem como uma de suas categorias sob mira os motoristas de aplicativo. Registrado no dia 6 de março, o último caso em que um profissional foi alvo dos criminosos no município ocorreu após ele aceitar uma corrida com destino ao bairro Parque da Renovação, chegar ao local e ser rendido.>
Segundo a Polícia Civil, o homem foi levado para uma área de mata utilizada pela organização criminosa, onde permaneceu em cárcere privado e sofreu agressões físicas e psicológicas. Após diligências realizadas pelos investigadores, o cativeiro foi localizado e a vítima foi encontrada ainda com vida.>
Durante a ação de resgate, os suspeitos teriam atirado contra os policiais antes de fugir por uma extensa área de vegetação. A partir da identificação dos envolvidos, a investigação chegou à operação desta terça-feira (2). Na ação, um dos alvos foi localizado e outros quatro seguem foragidos. Veja quem são os motoristas vítimas do CV no extremo-sul:>
Motorista de aplicativo é sequestrado e torturado em Eunápolis
Weverton era motorista de app e foi morto por engano
Motorista foi encontrado morto e carro localizado em área de mata