MP denuncia pastor por planejar morte de ex-colegas após perda de fiéis

O pastor é acusado de ser o mandante e de participar das mortes da pastora Marcilene Oliveira Sampaio e da prima dela Ana Cristina Sampaio

Publicado em 18 de fevereiro de 2016 às 10:41

- Atualizado há 10 meses

O pastor Edimar Brito não gostou de perder fiéispara os ex-colegas (Foto: Divulgação)O pastor Edimar Brito, 36 anos, que já está preso, foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por planejar e participar das mortes de ex-colegas após perder fiéis com a criação de um novo templo em Vitória da Conquista, no Centro-Sul do Estado.

A denúncia foi apresentada pelo promotor José Junceira, que incluiu no documento Adriano Silva dos Santos, 36, e Fábio de Jesus Santos, 24 - que também estão presos, acusados de serem os executores do crime. O pastor nega envolvimento nas mortes.

"Eles foram denunciados por duplo homicídio triplamente qualificado. As qualificantes foram: motivo torpe, meio cruel - porque elas foram mortas a pedradas, e impossibilidade de defesa às vítimas", explicou o promotor.

A denúncia foi oferecida à Justiça na semana passada e a defesa dos acusados tem até dez dias para apresentar resposta. Depois o juiz deve marcar a primeira audiência.

"O caso cabe recurso, então, se eles recorrerem e considerando os prazos, a audiência deve acontecer até julho deste ano", contou Junceira.

O crime foi em 19 de janeiro. A professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Marcilene Oliveira Sampaio e a prima dela Ana Cristina Sampaio foram atingidas a pedradas.

Marcilene estava acompanhada da prima e do marido, Carlos Eduardo de Souza, 50, quando teve o veículo abordado por dois homens que estavam a bordo de um Versa branco. Um dos suspeitos, Fábio, conduziu Carlos ao carro, onde ele foi espancado várias vezes sob ameaça de um revólver. Durante o trajeto, o marido da professora conseguiu provocar um acidente e fugir.Marcilene e a prima ficaram em companhia do outro suspeito, Adriano, e do pastor. As duas mulheres foram assassinadas. Adriano e Fábio apontaram pastor como mandante (Foto: Divulgação)MotivaçãoA investigação da polícia aponta que o pastor Edimar ordenou a morte da pastora e do marido após uma disputa ligada à congregação que comandava. Marcilene e o marido faziam parte da igreja do pastor, mas há dois anos decidiram fundar o próprio templo evangélico. Eles se separaram de Edimar e passaram a atrair fiéis para os cultos da sua nova congregação.

O pastor não teria gostado de perder fiéis para os dois. Teria, então, planejado a morte do casal e pediu que Fábio e Adriano, que frequentavam seus cultos, o ajudassem. Os três seguiram o casal e a prima quando eles iam para um compromisso fora de Conquista. Na estrada, eles fizeram uma emboscada ao trio, interceptando o carro em que viajavam.

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