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Operação apreende 1,5 tonelada de barbatanas de tubarão em depósito clandestino na Bahia

Ação conjunta flagra sete pessoas em esquema ilegal; material inclui espécies ameaçadas

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 09:17

Barbatana de tubarão é vendida em mercado ilegal
Barbatana de tubarão é vendida em mercado ilegal Crédito: Divulgação / Inema

Uma ação conjunta da Polícia Federal, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resultou na apreensão de aproximadamente 1,5 tonelada de barbatanas de tubarão em um imóvel rural usado como depósito ilegal no município de Rodelas, no norte da Bahia. A operação ocorreu nesta quinta-feira (12).

O material, de alto valor no comércio clandestino internacional, estava armazenado e passava por diferentes fases de secagem. Ao todo, foram contabilizados 1.583 quilos de barbatanas, incluindo partes de espécies ameaçadas de extinção.

Segundo os órgãos ambientais, imagens aéreas permitiram identificar movimentações suspeitas no local. Durante a ação, sete pessoas foram flagradas atuando na preparação do produto: quatro brasileiros - entre eles um adolescente - e três cidadãos da China. Conforme o Inema, um dos estrangeiros aparentava coordenar o funcionamento da atividade.

O imóvel funcionava como uma estrutura de processamento e secagem das barbatanas, fase que antecede a venda do produto no mercado ilegal. Em países asiáticos, as barbatanas são usadas como ingrediente considerado nobre na culinária, como na tradicional sopa de barbatana de tubarão, cujo prato pode alcançar valores próximos a 500 dólares.

Em nota, o Inema destacou que "as barbatanas são frequentemente obtidas pelo método conhecido como finning, em que as nadadeiras dos tubarões são removidas e o animal é descartado ainda vivo no mar, prática altamente cruel e responsável por severos impactos ambientais, especialmente em espécies ameaçadas de extinção".

No Brasil, a legislação proíbe a captura direcionada de tubarões e considera crime guardar, transportar, beneficiar ou comercializar partes desses animais sem autorização. O crime é impulsionado pela alta rentabilidade do comércio ilegal fora do país.

Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal em Juazeiro, onde foram autuados em flagrante por crimes contra a fauna, receptação qualificada e corrupção de menores. As barbatanas apreendidas passarão por análise técnica dos órgãos ambientais.