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PF mira esquema ilegal de armas na Bahia e outros estados do Nordeste

PF e GAECO bloqueiam até R$ 10 milhões e suspendem atividades de lojas suspeitas em quatro estados

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 10:05

Operação da PF
Operação da PF Crédito: Divulgação

Uma força-tarefa coordenada pela Polícia Federal iniciou, na manhã desta terça-feira (27), a segunda fase da Operação Fogo Amigo, voltada ao combate ao comércio clandestino de armas e munições no Nordeste. A ação busca desmontar uma organização criminosa com atuação nos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Nesta etapa, batizada de Fogo Amigo II, aproximadamente 80 agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 10 milhões, além da suspensão das atividades econômicas de duas lojas investigadas por comercializar material bélico de forma irregular.

Entre as medidas cautelares determinadas estão ainda o afastamento preventivo de servidores de suas funções públicas e a aplicação de outras restrições diversas da prisão.

A operação conta com a atuação integrada do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Ministério Público da Bahia (Gaeco/MP) e o apoio da Cipec-Caatinga, do BEPI de Pernambuco, das corregedorias-gerais das polícias militares da Bahia e de Pernambuco, além do Exército Brasileiro.

Os alvos da investigação poderão responder por organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Somadas, as penas previstas para esses crimes podem alcançar até 35 anos de reclusão.

Relembre a Fogo Amigo

A primeira fase da operação foi deflagrada em 21 de maio de 2024, com foco em uma rede criminosa responsável por fornecer armas e munições a facções criminosas na Bahia, em Pernambuco e em Alagoas. Na ocasião, cerca de 320 policiais federais e integrantes de forças estaduais e do Exército cumpriram 20 mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão contra agentes de segurança pública, CACs, empresários e estabelecimentos do setor armamentista.