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Veja o que vai acontecer com adolescentes envolvidos na morte do cão Orelha

Além disso, polícia investiga três adultos por suspeita de coação

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 10:26

Cão Orelha
Reprodução Crédito: Cão Orelha

Os adolescentes suspeitos de espancar o cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, não poderão ser presos. Por serem menores de idade, o caso será tratado como ato infracional e, se confirmada a autoria, resultará apenas na aplicação de medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O cachorro ficou muito ferido e preciso ser eutanasiado.

Especialistas ouvidos pelo Estadão explicam que, diante da gravidade do episódio, os jovens podem ser submetidos a internação em unidade socioeducativa por até três anos, além de medidas como semiliberdade, liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade. A definição caberá ao Judiciário, conforme a participação de cada suspeito.

Cachorro Orelha por Reprodução

Orelha foi brutalmente agredido com pauladas e encontrado agonizando dias depois. Levado a uma clínica veterinária, o cão teve a morte induzida devido à gravidade dos ferimentos. A Polícia Civil identificou quatro adolescentes como suspeitos.

Para o delegado Gustavo Mesquita, a internação é uma possibilidade concreta. “É importante destacar: quem aprende a torturar um animal e não é contido a tempo, amanhã vai querer testar limites com gente. O Estado escolhe: corrige cedo ou enterra tarde”, afirmou ao Estadão.

A declaração vai ao encontro do posicionamento do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que questionou em vídeo divulgado nas redes sociais:

“Um jovem de 15, 16 ou 17 anos realmente não sabe o que está fazendo? O que alguém capaz de matar um animal indefeso pode se tornar no futuro?”

Adultos sob suspeita

Além dos adolescentes, a investigação avançou sobre três adultos suspeitos de coagir testemunhas durante o andamento do inquérito. Eles são familiares dos jovens investigados. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na segunda-feira (26).

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, a operação buscava uma arma supostamente usada para ameaçar uma testemunha, mas o objeto não foi encontrado.

“O mandado contra o adulto buscava localizar uma arma supostamente usada para ameaçar uma testemunha. No entanto, não encontramos essa arma, apenas certa quantidade de drogas. Há indícios de que quatro adolescentes tenham praticado as agressões contra o cão, e três adultos estariam envolvidos na coação durante o processo”, disse.

Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e passarão por análise. O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o caso.

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cão Orelha