Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Nubank corre risco de fechar? Veja o que dizem especialistas

Comunicado do banco foi emitido em meio a boatos de falência

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 05:30

Nubank
Nubank emitiu comunicado desmentindo 'fake news' Crédito: Divulgação / Reprodução

A recente liquidação extrajudicial da Will Financeira, determinada pelo Banco Central, acende um alerta entre clientes de bancos digitais e abre espaço para boatos nas redes sociais sobre a possível falência de outras instituições do setor. Entre os alvos das especulações está o Nubank, que atingiu a marca de 112 milhões de clientes no ano passado. 

Em meio aos boatos, o Nubank divulgou um comunicado oficial negando qualquer risco de encerramento das atividades. A instituição caracterizou os conteúdos que circulam na internet como fake news e reforçou que segue operando normalmente. 

A gente vira e mexe se depara com posts mentirosos, fake news ou chamadas apelativas que questionam: "o Nubank vai falir?", "O Nubank está falindo?", "o Nubank vai sair do Brasil?" ou "Banco Nubank faliu?". A resposta para todas essas perguntas é não. Somos a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes e uma das instituições com o menor número de reclamações

Nubank

Banco digital

Mas afinal, o Nubank corre risco de fechar? Para responder essa pergunta, é preciso entender as diferenças estruturais importantes em relação à Will Financeira, como detalha o educador financeiro Raphael Carneiro. 

Diferenças entre Nubank e Will

Segundo o especialista, a liquidação do Will Bank está ligada a problemas graves de liquidez e gestão, que já vinham sendo observados pelo mercado e pelo Banco Central (BC). A instituição chegou a operar sob um regime especial de administração temporária, mas não conseguiu se reestruturar, o que levou à liquidação definitiva.

Vini Jr já fez propaganda para o Will Bank por Reprodução

O cenário é bem diferente do Nubank, que possui capital aberto, é listada na Bolsa de Nova York e segue critérios rígidos de governança e transparência exigidos de empresas desse porte. Em 2024, inclusive, o Nubank superou a Petrobras em valor de mercado, o que, embora não elimine riscos — já que qualquer banco pode quebrar —, indica um grau de solidez significativamente maior.

“O Nubank é um banco grande, com governança, controle de risco e valor de mercado elevados. Isso não significa risco zero, mas é um nível de segurança muito superior ao de outras instituições”, explica Raphael Carneiro.

Bancos físicos são mais seguros? 

A percepção de que bancos tradicionais são mais seguros do que os digitais ainda é comum, mas, de acordo com especialistas, essa diferença não está no formato da instituição, e sim na gestão.

Bancos físicos como Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander existem há décadas, atravessaram crises econômicas e se consolidaram ao longo do tempo. Essa trajetória contribui para a sensação de segurança do público.

Os bancos digitais são mais novos e numerosos, o que faz com que parte deles ainda precise “provar” sua solidez ao mercado. No entanto, ser digital não significa ser mais frágil. O que realmente define a segurança de um banco são fatores como governança, capital próprio, controle de riscos e histórico de atuação.

Nubank por Divulgação / Reprodução

Outro sinal de alerta para o consumidor, segundo Raphael Carneiro, são ofertas de investimentos com retornos muito acima da média do mercado. “Quando um banco oferece CDBs pagando 140%, 150% ou 160% do CDI, isso pode indicar maior risco. Não é uma regra, mas é um ponto que merece atenção”, orienta.

A educadora financeira Suelen Neves reúne três dicas práticas para ajudar na escolha de um banco digital. São elas: verificar se esse banco é autorizado pelo Banco Central,  pesquisar o que outros clientes estão dizendo sobre ele e não depositar todo o seu dinheiro em um único banco digital.

"Nem tudo que parece acessível realmente é acessível. Por isso, é importante que a gente tome muito cuidado com esses bancos que chegam com muitas promessas. É necessário entender o que está por trás de toda essa facilidade porque às vezes o barato sai caro", detalha Suelen Neves. 

Índice de Basileia

Um dos principais indicadores usados para medir a saúde financeira de um banco é o Índice de Basileia. Ele mostra a relação entre o capital próprio da instituição e os seus ativos de risco, como empréstimos e financiamentos.

No Brasil, o Banco Central afirma que o índice em 11% atende aos requisitos regulamentares mínimos. Isso significa que, para cada R$ 100 emprestados, a instituição deve ter pelo menos R$ 11 de capital próprio para absorver possíveis prejuízos em caso de inadimplência.

“Quanto maior o Índice de Basileia, maior tende a ser a segurança do banco. Esse dado é público e pode ser consultado facilmente. É uma ferramenta importante para o consumidor avaliar o risco da instituição onde guarda seu dinheiro”, explica Raphael Carneiro. O Nubank opera acima de 18%, segundo informações atualizadas.