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Amigos morrem após pulo de tirolesa durante festa de casamento

Festa começou no sábado e se estendeu até o domingo; vítimas  tiveram parada cardiorrespiratória

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 13:00

Amigos morrem após pulo de tirolesa durante festa de casamento
Amigos morrem após pulo de tirolesa durante festa de casamento Crédito: Reprodução

Os amigos Gustavo Henrique Camargo, 32 anos, e Pedro Henrique, 20, morreram após pularem em uma tirolesa durante uma festa de casamento, realizada nesse domingo (22), a cerca de 20 quilômetros de Bonito, no Mato Grosso do Sul. Familiares informaram ao G1 MS que Gustavo descia a tirolesa e quando caiu na água apresentou dificuldades para sair. Pedro entrou no açude para tentar socorrê-lo, mas também se afogou. Os dois tiveram parada cardiorrespiratória. A Polícia Civil investiga se houve afogamento ou um possível choque elétrico.

Pedro morreu na manhã de domingo, pouco após dar entrada no hospital de Bonito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol) de Aquidauana. Gustavo chegou a ser reanimado e transferido para a Santa Casa de Campo Grande, mas morreu na noite do mesmo dia. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, mas, quando a equipe chegou ao local, as vítimas já estavam sendo socorridas em carros particulares.

A festa de casamento começou na noite de sábado (21) e seguiu pela manhã de domingo, quando ocorreu o acidente. A Polícia Civil investiga se as mortes foram causadas por afogamento ou por possível descarga elétrica provocada por um cabo de energia próximo à tirolesa. A polícia e os bombeiros aguardam o laudo necroscópico, que deve apontar a causa das mortes.

Familiares das vítimas informaram, em entrevista ao G1, que a tirolesa estava energizada por um fio elétrico. De acordo com a Polícia Civil, uma das vítimas teria sofrido uma descarga elétrica ao descer pela tirolesa e entrar em contato com a água, "momento em que a estrutura estaria possivelmente energizada". A polícia também informou que Pedro entrou na lagoa para prestar socorro e também acabou atingido pela descarga elétrica.

Advogado e amigo dos proprietários da Estância Walf, Luiz Guilherme Pinheiro de Lacerda, afirmou ao G1 que os donos da fazenda não estavam no local no momento do acidente. Segundo o advogado, os proprietários estavam em Campo Grande quando foram informados da ocorrência. Conforme o advogado, a propriedade foi alugada para um evento durante três dias — sexta-feira, sábado e domingo. “Ainda não tem conclusão do que aconteceu de fato. Todos queremos entender”.

A Estância é uma propriedade particular, de uso privativo, que eventualmente é alugada, na maioria das vezes, para conhecidos dos proprietários. A tirolesa, onde ocorreu o acidente, foi construída há quatro anos sobre um açude dentro da propriedade e, segundo ele, nunca havia apresentado problemas.

Quanto à afirmação de familiares sobre o choque, o advogado da estância informou que a perícia esteve no local e realizou medições e, no momento da ocorrência, não havia nenhum ponto energizado. Ainda segundo Luiz, há refletores instalados nas proximidades da estrutura, porém estavam desligados, já que o acidente aconteceu durante o dia. Ele afirmou também que uma equipe da concessionária de energia foi acionada e deve ir ao local fazer uma verificação.

O advogado destacou que no dia em que ocorreu o acidente outras pessoas já haviam usado a tirolesa antes. “Não entendemos o que aconteceu”, afirmou. Assim como as famílias, os proprietários dizem aguardar a conclusão das investigações. Após o acidente, os proprietários decidiram interditar o local por conta própria, até que a causa do problema seja identificada e solucionada.