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Após atrair vítimas com pipa, jovem preso por estupro coletivo de crianças diz que crime foi 'por zoeira'

Jovem de 21 anos confessou participação e disse ter gravado vídeo dos abusos

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 6 de maio de 2026 às 07:36

Alessandro Martins dos Santos foi preso pelo crime na Bahia Crédito: Reprodução

Preso na Bahia por participação no estupro coletivo de duas crianças em São Paulo, Alessandro Martins dos Santos afirmou em depoimento que o crime foi cometido “por zoeira”. A declaração foi divulgada nesta terça-feira (5) pelo delegado Júlio Geraldo, que é responsável pela investigação, em entrevista ao g1.

De acordo com Geraldo, o suspeito admitiu envolvimento no caso e reconheceu ter sido o responsável pela gravação do vídeo que registrou os abusos contra dois meninos, de 7 e 10 anos. Ele deve responder por estupro de vulnerável, corrupção de menores e compartilhamento de material envolvendo exploração sexual infantil.

Suspeito foi preso após protestos por conta de crime por Reprodução

Durante o depoimento, o investigado afirmou que o crime não havia sido planejado previamente. Segundo a polícia, o grupo — formado por Alessandro e quatro adolescentes — inicialmente convidou as vítimas para empinar pipa, mas decidiu cometer os abusos em seguida.

"O convite para 'brincar de pipa' era real. Depois, mudaram de ideia e resolveram violentar as crianças. Ele [Alessandro] disse que foi 'por zoeira'", relatou o delegado. Ainda conforme a investigação, o suspeito contou que um dos meninos estava sujo, o que teria motivado o grupo a levá-lo até a casa de um dos adolescentes, sob o pretexto de tomar banho e buscar linha de pipa.

“A ideia era passar em casa para pegar linha de pipa e tomar banho. Essa história foi confirmada por todos, inclusive pelas vítimas”, disse. O delegado também afirmou que o investigado não demonstrou arrependimento ao ser interrogado, mostrando maior preocupação com as consequências jurídicas do caso.

O crime ocorreu no dia 21 de abril e só chegou ao conhecimento das autoridades três dias depois, quando familiares das vítimas tiveram acesso a vídeos dos abusos que circulavam nas redes sociais. Segundo a polícia, as imagens foram gravadas pelo celular do suspeito, e a investigação busca identificar outras pessoas envolvidas na disseminação do conteúdo.

Além do jovem preso, quatro adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, foram apreendidos por participação no caso. A polícia aponta que os envolvidos conheciam as vítimas e se aproveitaram da relação de confiança para atraí-las até o local onde os crimes ocorreram.

Tags:

Crianças Estupro Coletivo