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Bahia em alerta: dupla de ciclones atinge o Brasil e causa chuva intensa

Massa de ar frio também derruba temperaturas no Sul

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 1 de março de 2026 às 11:27

Chuva
Chuva Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

A Bahia está entre os estados que devem enfrentar mais instabilidade no tempo nos próximos dias. Enquanto dois ciclones atuam simultaneamente no Atlântico Sul, um corredor de umidade se organiza sobre o Brasil e deve manter a chuva frequente e volumosa no estado, especialmente no Oeste, Sul e também na capital e região metropolitana.

Segundo a MetSul Meteorologia, o país vive um cenário incomum com dois sistemas em atividade ao mesmo tempo. Um ciclone extratropical já está formado e atua longe da costa, impulsionando uma massa de ar frio para a Região Sul. O outro sistema, que ainda está em processo de formação em alto-mar, pode adquirir características subtropicais e reforçar a instabilidade no Sudeste e no Nordeste.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), diversas cidades brasileiras podem registrar acumulados superiores a 100 milímetros até domingo (1º), com possibilidade de volumes elevados também na Bahia.

Chuvas causaram deslizamentos e mortes em Juiz de Fora por Tânia Rêgo/Agência Brasil

Bahia pode ter acumulados elevados e risco geológico

No Nordeste, o cenário é considerado mais delicado, segundo o portal IG. A atuação de áreas de baixa pressão no Atlântico pode dar origem a um ciclone subtropical, fortalecendo um corredor de umidade vindo da Amazônia e deslocado mais ao Norte do que o habitual para esta época do ano.

Na Bahia, os acumulados podem variar entre 100 mm e 200 mm ao longo dos próximos sete dias em muitas cidades. Em pontos isolados, os volumes podem alcançar marcas entre 200 mm e 400 mm.

Em Salvador e na Região Metropolitana, há risco elevado para alagamentos e deslizamentos. A MetSul alerta para possibilidade de risco geológico muito alto, chegando a crítico. No interior do estado, áreas como Chapada Diamantina, Irecê e a Bacia do Paramirim devem manter atenção redobrada.

A previsão indica potencial para inundações, enxurradas, bloqueios de rodovias por desabamentos e transtornos significativos nas regiões mais atingidas.

O que acontece no restante do país

O primeiro ciclone, classificado como extratropical, não apresenta risco direto por atuar em alto-mar. Seu principal efeito é reforçar uma massa de ar frio e seco sobre o Sul do Brasil.

Desde quinta-feira (26), o Rio Grande do Sul registra temperaturas mínimas abaixo dos 10°C. No município de Pinheiro Machado (RS), os termômetros marcaram 7,4°C. Outras cidades gaúchas tiveram mínimas entre 10°C e 13°C.

Nos próximos dias, a massa de ar seco mantém madrugadas frias, especialmente na Serra, enquanto as tardes devem ter temperaturas mais amenas e agradáveis.

Já o segundo ciclone, em formação, preocupa principalmente pelo volume de chuva — e não pelos ventos. A sexta-feira (27) é apontada como período mais crítico no Sudeste, com risco de precipitações intensas em áreas do leste e nordeste de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No sábado, os maiores volumes devem se concentrar do Centro ao Norte de Minas e no Espírito Santo.

Entenda os tipos de ciclone

Ciclones extratropicais são relativamente comuns na costa brasileira. Eles se formam em latitudes médias e altas, associados a frentes frias e quentes, e possuem núcleo frio.

Já os ciclones subtropicais ou tropicais são menos frequentes no Brasil. Quando se formam, costumam estar ligados a áreas de baixa pressão sobre o oceano e podem provocar volumes expressivos de chuva.

Neste momento, o principal risco não é o vento, mas o excesso de precipitação — especialmente na Bahia, onde os acumulados podem ser elevados e persistentes nos próximos dias.

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Chuvas Ciclone Previsão do Tempo