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Corretora foi morta em intervalo de oito minutos, diz polícia

Daiane Alves de Souza estava desaparecida desde dezembro

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 15:05

Síndico confessou crime e indicou onde estava corpo de corretora
Síndico confessou crime e indicou onde estava corpo de corretora Crédito: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás acredita que a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi morta em um intervalo de oito minutos pelo síndico do prédio. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (28). Ela desapareceu em 17 de dezembro, e o corpo foi encontrado em uma área a cerca de 15 quilômetros da cidade, em estado de ossada. 

A última imagem de Daiane foi registrada pela câmera de segurança do elevador, às 19h, quando a corretora foi até o subsolo. Oito minutos depois, uma outra moradora usou o elevador para ir ao mesmo andar. A testemunha relatou aos policiais não ter vista nada de incomum no prédio. 

Policiais durante buscas pelo corpo da corretora Daiane Alves por Divulgação/Polícia Civil

Portanto, Daiane Alves teria sido morta neste intervalo de tempo pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou ter matado a corretora e indicou onde o corpo estava. A polícia divulgou que a ossada foi encontrada nesta quarta-feira (28).

"Não podemos afirmar de maneira categórica pela ausência das imagens [do subsolo], mas pela análise do contexto tudo indica que ela foi morta dentro do prédio e retirada de lá", afirmou o delegado João Paulo Ferreira Mendes. As investigações apontam que Daiane foi até o subsolo para verificar a falta de energia, que só atingia o seu apartamento. O espaço é um ponto cego das câmeras do edifício, segundo a polícia. 

O filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso de forma preventiva sob suspeita de obstruir as investigações. Até então, as defesas do síndico e de seu filho não se manifestaram publicamente. 

Antes de ser encontrada morta, a corretora de imóveis enfrentava uma escalada de conflitos com a administração do condomínio onde morava, em Caldas Novas (GO), que culminou em uma assembleia para expulsá-la do edifício. A decisão chegou a ser aprovada pela maioria dos moradores, mas foi suspensa por determinação judicial.

Síndico já havia sido denunciado

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) apresentou uma nova denúncia contra Cleber Rosa de Oliveira pelos crimes de perseguição, conhecido como stalking, com agravante de abuso de função. 

A denúncia foi protocolada no dia 19 de janeiro e se baseia no artigo 147-A do Código Penal, combinado com o artigo 61, que trata do agravamento da pena quando há abuso da função exercida. Com esse novo processo, chegou a 12 o número de ações judiciais envolvendo Daiane e o síndico.

Cléber Rosa de Oliveira foi preso por Reproduçaõ/TV Globo

De acordo com o promotor de Justiça Cristhiano Menezes da Silva Caires, responsável pelo caso, Cleber teria se aproveitado do cargo de síndico para dificultar a rotina da corretora. Segundo o MP, ele passou a monitorá-la por meio das câmeras do condomínio e a submetê-la a situações de constrangimento frequentes.

A denúncia aponta ainda que o síndico interferia no fornecimento de serviços essenciais dos imóveis administrados por Daiane, como água, energia elétrica, gás e internet. O documento menciona episódios de intimidação e até registro de agressão física em uma das ocorrências. A peça foi assinada pelo próprio promotor Cristhiano Menezes da Silva Caires.