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Carol Neves
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 11:15
A confirmação da morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, provocou uma reação de desespero e choque na mãe, Nilse, que aguardava respostas havia mais de 40 dias. Ao ser informada sobre a localização do corpo e a prisão dos principais suspeitos nesta quarta (26), ela entrou em estado de abalo emocional e chegou a quebrar objetos no hall do prédio onde moravam, em Caldas Novas, Goiás. >
Daiane estava desaparecida desde dezembro do ano passado e teve o corpo localizado pela Polícia Civil de Goiás em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade. A descoberta levou à prisão do síndico do condomínio onde a corretora vivia, Cléber Rosa de Oliveira, e do filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, na madrugada desta quarta-feira (28). O caso é investigado como homicídio.>
Segundo a TV Anhanguera, Cléber indicou à polícia o local onde o corpo foi abandonado, já em estado de ossada, e confessou o crime. Em depoimento, ele afirmou que discutiu com Daiane no subsolo do prédio, no momento em que ela desceu para tentar restabelecer a energia elétrica do apartamento, e que a briga terminou de forma violenta. O síndico declarou ainda que teria agido sozinho.>
Além de pai e filho, um porteiro do condomínio foi conduzido coercitivamente à delegacia para prestar esclarecimentos. O nome dele não foi divulgado. A Polícia Civil não informou se as prisões são temporárias ou preventivas. A defesa do síndico não foi localizada pela reportagem.>
Corretora estava desaparecida desde dezembro
Desaparecimento de Daiane >
Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane sendo vista pela última vez em 17 de dezembro de 2025. Ela entra no elevador, conversa com o recepcionista na portaria e, em seguida, desce ao subsolo do prédio, de onde não retorna. Minutos antes, a corretora havia enviado um vídeo a uma amiga relatando que o apartamento estava sem energia elétrica.>
Na gravação, Daiane mostra o quadro de luz do andar e testa o disjuntor. Em seguida, afirma: "Todas as minhas contas estão pagas, então não tem motivo da minha energia ter sido rompida", acrescentando acreditar que alguém estaria "brincando de desligar" o equipamento. Às 18h57, ainda filmando, ela entra no elevador com um homem e diz que iria ao subsolo tentar resolver o problema.>
Natural de Uberlândia (MG), Daiane morava em Caldas Novas havia cerca de dois anos e administrava apartamentos da família no município. Conforme apurado pela investigação, ela vinha relatando conflitos recorrentes com a administração do condomínio, além de perseguições, ameaças e supostas sabotagens, como cortes de energia no imóvel.>