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Médico tem apartamento invadido e é espancado por vizinho: 'Falava que eu era viadinho’

Vítima diz que suspeito afirmou mais de uma vez que cometeu violência porque acreditava que o homem estaria dando em cima dele

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais
  • Esther Morais

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 12:20

Médico tem apartamento invadido e é espancado por vizinho: “Falava que eu era ‘viadinho’”
Médico tem apartamento invadido e é espancado por vizinho: “Falava que eu era ‘viadinho’” Crédito: Reprodução / g1 PE

O médico dermatologista Anderson Juliano de Lima denunciou ter sido vítima de agressão motivada por homofobia após um vizinho invadir seu apartamento e espancá-lo com socos, no bairro do Rosarinho, na Zona Norte do Recife. O caso ocorreu por volta das 4h da madrugada do dia 31 de dezembro.

Segundo o médico, ele estava deitado quando a campainha começou a tocar de forma insistente. Ao atender, informou que a pessoa estava no endereço errado e pediu que fosse embora. Mesmo assim, o homem insistiu, passou a exigir que a porta fosse aberta e, em seguida, arrombou o imóvel.

O agressor foi identificado como Túlio André Coelho Silva, de 30 anos. Anderson afirmou que entrou em luta corporal com o vizinho e que, durante as agressões, ouviu xingamentos e ameaças. “Ele dizia que eu era um ‘viadinho’, que eu tinha que morrer e que tinha ido ali para isso”, disse ao g1 Pernambuco.

O médico disse ainda que o suspeito afirmou mais de uma vez que cometeu a violência porque acreditava que a vítima estaria dando em cima dele. Para Anderson, trata-se de uma tentativa de homicídio motivada por homofobia.

Após o ataque, o dermatologista gravou parte da discussão e publicou vídeos nos stories do Instagram pedindo ajuda. Ele contou que tentou contato com a portaria do prédio, mas não recebeu auxílio de funcionários do condomínio. A administração do edifício não respondeu aos pedidos de esclarecimento até a última atualização do caso.

Anderson foi levado ao Hospital da Unimed, no bairro da Ilha do Leite, onde recebeu atendimento médico, e depois registrou boletim de ocorrência. A Polícia Civil informou que o suspeito foi preso em flagrante pelos crimes de racismo por homotransfobia, lesão corporal e violação de domicílio.

O homem passou por audiência de custódia no dia 1º de janeiro e responderá ao processo em liberdade. Em nota, a defesa de Túlio André Coelho Silva negou que tenha havido conduta homofóbica e afirmou que o episódio foi um fato isolado. Os advogados também contestaram a gravidade das lesões apontadas e destacaram que o investigado é primário, empresário e possui conduta social regular.