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Nauan Sacramento
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 17:00
Um dos maiores mistérios da ufologia brasileira teve um desfecho oficial por parte das Forças Armadas. O Exército Brasileiro concluiu, por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM), que o suposto "ET de Varginha", avistado em janeiro de 1996 em Minas Gerais, era na realidade um morador local conhecido como "Mudinho". >
O documento, que detalha as investigações realizadas na época e revisadas em relatórios oficiais, esclarece que as três jovens que relataram ter visto uma criatura de pele marrom e olhos grandes teriam, na verdade, se deparado com Luiz Antônio de Paula. O homem, que possuía deficiências físicas e mentais, costumava ficar agachado junto a muros, o que teria causado a confusão visual sob as condições de luz e chuva daquele dia.>
ET de Varginha
De acordo com o Exército, o registro oficial indica que Luiz Antônio morava próximo ao local do suposto avistamento. O relatório descreve que o cidadão estava sujo de lama devido ao mau tempo, o que reforçou a impressão visual distorcida relatada pelas testemunhas. Na época, a presença maciça de caminhões e comboios militares na cidade mineira — que alimentou teorias de conspiração — foi justificada pela ESA (Escola de Sargentos das Armas) como uma manutenção de rotina programada.>
O documento militar ainda ressalta que: não houve registro de entrada de materiais biológicos não identificados em hospitais da região, além do depoimento de médicos legistas reforçou que nenhum corpo "não-humano" foi periciado no período.>
A conclusão do Exército busca encerrar décadas de especulação que transformaram a cidade de Varginha em um polo turístico e ufológico. Apesar da explicação oficial, grupos de ufólogos e parte da comunidade local mantêm o ceticismo, alegando que o relatório faz parte de uma estratégia de acobertamento de informações. >
O caso de Varginha permanece como um dos episódios mais marcantes da cultura popular brasileira, agora com uma explicação oficial que atribui o fenômeno a um erro de percepção agravado pelo pânico coletivo.>