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Carol Neves
Publicado em 10 de abril de 2026 às 07:24
A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ apresentou nesta quinta-feira (9) um novo recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo que o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá volte a cumprir pena em regime fechado. O pedido foi protocolado em Brasília, segundo informação divulgada inicialmente pelo portal metrópoles.>
Segundo a associação, a manutenção do casal em regime aberto estaria provocando sensação de insegurança em moradores de bairros de São Paulo e da região de Barueri. No documento enviado ao STJ, a entidade cita expressões como “medo coletivo” e “intimidação difusa” para descrever o cenário relatado.>
Anna Caralina Jatobá, agora loira, e Alexandre Nardoni, são vistos juntos
O recurso também levanta dúvidas sobre o cumprimento das regras impostas pela Justiça. Entre os pontos mencionados, está a rotina de trabalho de Alexandre Nardoni na empresa do pai, Antonio Nardoni, com questionamentos sobre a observância dos horários determinados pelo regime ou possível deslocamento fora das condições autorizadas.>
Outro trecho da petição contesta informações sobre o endereço informado à Justiça. De acordo com o documento, há incertezas sobre a permanência do casal no local declarado e referência a uma possível mudança para Alphaville sem atualização formal no processo.>
A associação também afirma ter recebido manifestações de moradores e diz que centenas de assinaturas foram reunidas em forma de denúncia. O texto sustenta ainda que o impacto da situação na comunidade seria motivo de preocupação constante.>
Goleiro Bruno>
Para reforçar o pedido, a entidade cita o caso do ex-goleiro Bruno Fernandes, defendendo que a regressão de regime deve ocorrer quando há indícios de descumprimento das condições impostas pela Justiça. Bruno teve a prisão decretada novamente no mês passado após viajar ao Acre sem autorização judicial, durante o livramento condicional.>
O pedido encaminhado ao STJ solicita que o casal seja recolocado no sistema fechado até que todas as suspeitas sejam esclarecidas.>
A medida dá continuidade a uma série de iniciativas judiciais da associação. Em ocasiões anteriores, o grupo chegou a acionar também o ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal, buscando intervenção direta no caso. Sem avanço nessas tentativas, a entidade concentra agora sua atuação no STJ.>