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Perla Ribeiro
Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 17:11
Fundador da fintech brasileira Agi Inc., conhecida como Agibank, Marciano Testa, tornou-se bilionário nessa quarta-feira (11), após abertura de capital da empresa na Bolsa de Nova York. Com a oferta inicial de ações, a participação de 63% de Testa no Agibank passou a valer cerca de US$ 1,1 bilhão, o que equivale a cerca de R$ 5,7 bilhões, considerando o preço de fechamento de US$ 10,75. Com ascendência italiana, Marciano Testa cresceu ao lado de cinco irmãos. Demonstrando uma veia precoce para o empreendedorismo, aos oito anos ele começou a vender bolos preparados pela mãe. Nessa época, talvez sequer desconfiasse que um dia figuraria na lista dos bilionários do país. >
Se aos 8 anos ele ganhava dinheiro vendendo as guloseimas da mãe, aos 14 decidiu trabalhar para os outros. Ele conquistou um emprego na Tramontina por indicação de um cliente da jardinagem, que também era professor do Senai. Na pele de funcionário ele se deu conta que sua vocação era mesmo empreender. Por isso, aos 17 anos, Marciano Testa abriu sua própria empresa no setor de confecção. Nessa época, já cursava Administração em Caxias do Sul.>
Na fase adulta, chegou a inaugurar duas lojas, mas o negócio não prosperou como esperado. Depois dessa experiência, investiu na MMC Alimentos, uma distribuidora. Pouco tempo depois, aos 23 anos, identificou uma oportunidade no mercado do crédito consignado e fundou a Agiplan, uma plataforma de crédito que conectava correspondentes bancários e bancos. Com a regulamentação do crédito consignado, a fintech movimentou cerca de R$ 550 milhões por mês entre 2007 e 2010.>
Depois do Agiplan, foi a vez do Agibank, que nasceu como uma financeira, em 1999, no Rio Grande do Sul. De lá para cá, investiu em tecnologia para deixar esse chapéu de lado e se posicionar como um banco digital, crescendo em créditos mais seguros como o consignado, que tem a folha de pagamento de indivíduos como garantia.>
A fintech criada por Marciano Testa opera com modelo híbrido, combinando plataforma digital e mais de 1.000 smart hubs físicos, e atende 6,4 milhões de clientes ativos, com foco em crédito consignado para aposentados, com parcelas descontadas diretamente dos benefícios do INSS. Recentemente a fintech foi citada na CPMI do INSS. Segundo Gilberto Waller Júnior, presidente do INSS, a instituição financeira foi a maior em número de empréstimos irregulares. Segundo Waller, foram identificados cerca de 2 mil empréstimos a beneficiários aposentados e pensionistas que já morreram. >
A linha volta aos beneficiários do INSS, aliás, exige que a instituição tenha atendimento presencial, o que o Agibank ressalta em suas apresentações. Dessa carteira, 86% é de empréstimo com garantia: consignado e cartão consignado.>