EM SÃO PAULO

Polícia investiga tentativa de agressão a cliente após dono de padaria se irritar com uso de notebook

"Se eu vir essa filmagem em algum lugar, eu vou matar vocês", diz o dono do estabelecimento em vídeo

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Publicado em 5 de fevereiro de 2024 às 19:47

Dono de padaria tenta agredir cliente após se irritar com notebook sobre a mesa
Dono de padaria tenta agredir cliente após se irritar com notebook sobre a mesa Crédito: Reprodução/Arquivo pessoal

A Delegacia de Polícia de Barueri abriu um inquérito para investigar uma tentativa de agressão ocorrida na última quarta-feira (31), em uma padaria na cidade, após o dono do estabelecimento se irritar com um cliente pelo uso de notebook no local. As informações são do g1.

Enquanto tentava agredir o cliente com um pedaço de madeira, Silvio Mazzafiori, de 65 anos, tropeçou, caiu no chão e foi contido por conhecidos. Na sequência, o proprietário fez uma série de ameaças ao empresário Alan Barros, de 32 anos.

"Eu vou te pegar. Eu vou matar esse cara. Para de filmar, p****. Me solta. Eu vou te achar, eu vou pegar vocês dois. Se eu vir essa filmagem em algum lugar, eu vou matar vocês", diz o dono do estabelecimento no vídeo.

Nas imagens, Silvio mostra ao cliente uma plaquinha colocada sobre a mesa, que contém o seguinte comunicado:

"É proibida a permanência e utilização de notebooks, tablets e demais aparelhos eletrônicos para trabalho remoto ou reuniões, sejam elas online ou presenciais".

De acordo com o Procon-SP, o estabelecimento é livre para determinar esse tipo de proibição, desde que o cliente seja informado de início, ao chegar no local, sobre as restrições impostas.

O representante jurídico de Alan, afirmou ao g1 que acionará a Corregedoria das polícias para que a conduta dos agentes, tanto os que estavam na padaria quanto os que atenderam seu cliente na delegacia, seja investigada.

Por nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que "assim que tiveram conhecimento do ocorrido, os policiais (civis) intervieram para acalmar os envolvidos na confusão até a chegada da Polícia Militar". Ainda segundo a pasta, testemunhas serão ouvidas durante a investigação do caso.