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Policiais presos por trabalhar para bicheiro 'batiam ponto' e tinham até plano de carreira

Investigação aponta que bicheiro gastava mais de R$ 200 mil por mês em segurança

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 11 de março de 2026 às 07:57

Rogério Andrade é o maior bicheiro do Rio de Janeiro
Rogério Andrade é o maior bicheiro do Rio de Janeiro Crédito: José Lucena/Estadão Conteúdo

Policiais investigados em uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recebiam salário, tinham escala de trabalho, folgas e até reajustes pagos diretamente pelo bicheiro Rogério Andrade. Segundo as investigações, os agentes atuavam como seguranças do contraventor e também protegiam pontos ligados ao jogo do bicho. As informações são do g1.

Além das ordens judiciais contra os policiais, a 1ª Vara Especializada em Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou um novo mandado de prisão contra Rogério Andrade, que já está detido. De acordo com o Ministério Público, somente com a segurança pessoal o bicheiro desembolsava cerca de R$ 207 mil por mês em 2022.

As apurações indicam que os policiais tinham diferentes funções dentro do esquema. Entre elas estavam a proteção das bancas do jogo do bicho, o recolhimento do dinheiro arrecadado e a entrega dos valores no escritório de Rogério Andrade, localizado na Barra da Tijuca. Os investigadores também apontam que os agentes ajudavam a distribuir propina dentro das unidades policiais onde estavam lotados.

Rogério de Andrade por Reprodução

Conversas interceptadas pelos promotores mostram que os pagamentos eram combinados por mensagens. Em um dos diálogos, Washington Ferreira dos Santos, conhecido como "WT", orienta o policial Ademir Rodrigues Pinheiro a entregar uma "encomenda" ao chefe do esquema, referindo-se ao bicheiro, que também era chamado de “tio”, e fala ainda de aumento salarial frequente para os policiais.

Ademir era apontado como responsável pela segurança das bancas em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e recebia cerca de R$ 50 mil mensais de Rogério Andrade. Segundo o Ministério Público, os investigados atuavam em setores administrativos e em batalhões da Polícia Militar localizados em regiões como São Cristóvão, Tijuca, Leblon, Complexo da Maré, Irajá, Bangu e Vias Expressas, na Vila Kennedy.

Durante a operação realizada nesta terça-feira, agentes encontraram uma carabina equipada com silenciador na casa do subtenente da PM Moacir Rosa dos Santos Júnior, conhecido como Moa, que acabou preso. De acordo com o Ministério Público, o militar continuava disponível para o grupo mesmo em dias em que deveria estar de serviço na corporação.

Ao todo, 20 investigados são suspeitos de integrar organização criminosa armada e de envolvimento em corrupção. A Justiça determinou o afastamento dos policiais das funções e suspendeu o porte de arma de todos os acusados.

Quatro dos alvos da operação seguem foragidos: os policiais militares Leandro Oliveira da Silva e Rafael Dias Vaz Alves, o policial penal aposentado Paulo Batista da Silva e o policial civil aposentado Francisco Carlos Cardozo.

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Presos Policiais Bicheiro Rogério Andrade