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Saiba quem é influenciador cristão investigado por manipular imagens de jovens com IA

Jefferson de Souza, conhecido como "Silvio Souza", é alvo da Delegacia da Mulher por simular cenas de teor sexual com tecnologia

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 23 de abril de 2026 às 16:32

Influencer é investigado por usar IA para sexualizar evangélicas Crédito: Redes Sociais

Conhecido nas redes sociais como Silvio Souza ou pelo canal "Humor do Crente", Jefferson de Souza, de 37 anos, é um humorista e borracheiro que transformou a comédia religiosa em sua principal vitrine. Com cerca de 50 mil seguidores distribuídos entre TikTok, Instagram e YouTube, ele ficou conhecido por fazer imitações, especialmente do apresentador Silvio Santos, e por tecer críticas ao comportamento e ao vestuário de mulheres dentro de igrejas evangélicas. As informações foram divulgadas pelo G1.

Atualmente, Jefferson é o centro de uma investigação conduzida pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo. Ele é suspeito de utilizar ferramentas de inteligência artificial para manipular fotos de fiéis, incluindo adolescentes, criando vídeos em que as vítimas aparecem em situações simuladas.

Influencer é investigado por usar IA para manipular imagens e sexualizar jovens evangélicas em igrejas
Influencer é investigado por usar IA para manipular imagens e sexualizar jovens evangélicas em igrejas Crédito: Reprodução / Redes sociais

Em relatos obtidos pela polícia, o influenciador admitiu que utilizava fotos de mulheres publicadas nas redes sociais para gerar as animações: “Pego a foto, as irmãs postando foto de costas, aí eu jogo na IA, a IA faz dançar”, explicou.

O conteúdo de Jefferson sempre orbitou o universo cristão. Em seu canal no YouTube, ele fazia paródias como o programa do Ratinho para comentar a rotina das igrejas. No entanto, o tom de "crítica de costumes" escalou para a esfera jurídica quando a polícia identificou que as manipulações tecnológicas envolviam menores de idade, o que pode configurar crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e difamação.

A defesa do influenciador sustenta que ele não teve a intenção de promover exploração sexual, classificando o conteúdo como "sátira". Diante da repercussão do caso e da pressão das autoridades, Jefferson publicou um pedido de desculpas público, admitindo ter "errado na forma de falar" e prometendo maior cautela em suas postagens futuras. Enquanto o processo avança na Zona Leste de São Paulo, plataformas digitais já iniciaram a remoção dos vídeos denunciados.

Tags:

Crime Influenciador Igreja Menores Jovens Inteligência Artificial