Subway pede recuperação judicial com dívidas de R$ 482 milhões

Pedido foi feito na segunda-feira (11)

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Publicado em 13 de março de 2024 às 19:19

Subway
Subway Crédito: Divulgação

A rede de lanchonetes Subway entrou, na segunda-feira, 11, com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A companhia é gerida no Brasil pela SouthRock, também operadora das marcas Starbucks, Eataly, TGI Fridays e Brasil Airport Restaurantes (Bar). O pedido de recuperação judicial da Starbucks foi aceito pela Justiça no final do ano passado, mas a Subway havia sido excluída do processo, em dezembro de 2023.

Segundo o pedido feito nesta semana, na 1ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo, ao qual o Estadão teve acesso, as dívidas do negócio chegam a R$ 482 milhões.

No processo, a SouthRock afirma que a exclusão da Subway, na época do pedido de recuperação da Starbucks, considerou "a postura colaborativa até então adotada por relevante parte dos credores financeiros". Esse cenário, porém, acabou mudando com o passar dos meses.

A empresa diz que um pequeno grupo de credores "entendeu por bem interromper as produtivas e amigáveis negociações e conversas que até então vinham sendo mantidas e, inesperadamente, passou a perseguir, de maneira forçada e unilateral, a imediata satisfação de seus créditos".

Diante da mudança nas negociações com os credores, ainda segundo o documento, a proprietária da marca nos Estados Unidos teria notificado o grupo SouthRock, o que culminaria, agora, no pedido de recuperação da rede no Brasil.

"Em outras palavras: em vista da superveniente necessidade de se socorrerem de seu pedido de recuperação judicial, as ora requerentes distribuem o presente pedido por dependência à recuperação judicial SouthRock com o objetivo de mitigar o risco de serem proferidas decisões conflitantes que desestabilizem processual e juridicamente o pretendido soerguimento financeiro das sociedades integrantes do Grupo SouthRock em ambos os pedidos de recuperação judicial", afirma a defesa da rede.