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Veja quem são os cinco familiares mortos por filho de pastor em chacina

Vídeo mostra suspeito sendo preso

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 13:23

Suspeito foi preso após crime
Suspeito foi preso após crime Crédito: TV Alterosa

A Polícia Militar divulgou um vídeo que mostra o momento da prisão do homem de 42 anos que confessou o assassinato de cinco pessoas da própria família em Juiz de Fora, em Minas Gerais. O crime ocorreu no início da manhã desta quarta-feira (7). Nas imagens, registradas durante a abordagem no Bairro Santa Terezinha, o suspeito admite o ataque ao ser questionado pelos policiais. “Sim, fui eu”, afirmou.

De acordo com a PM, a corporação foi acionada por volta das 7h40, após um irmão do autor confesso encontrar os familiares mortos dentro da casa onde viviam, no Bairro Santa Cecília. O homem, que mora no mesmo terreno, relatou que sairia para o trabalho quando se deparou com os corpos. Ele não foi atacado.

Ainda segundo o relato à polícia, esse irmão apontou o suspeito como responsável pelas mortes e mencionou que ele possui transtornos psiquiátricos. Com base nas informações, os militares se deslocaram até o endereço do homem indicado, onde realizaram a abordagem que resultou na confissão.

Entre as vítimas estão o pai do autor, João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, e a madrasta, Neide Fernandes de Faria Souza, de 63. O casal tinha atuação religiosa reconhecida na cidade. João Batista foi pastor da Igreja do Nazareno Unidos em Cristo, no Bairro Santa Cecília, local onde o crime aconteceu, e Neide também exercia funções pastorais.

Duas irmãs do suspeito também foram assassinadas: Mônica dos Santos Souza, de 47 anos, e Rachel dos Santos Souza, de 44. Além delas, um menino de apenas 5 anos, Gabriel Souza Costa, filho de Rachel e sobrinho do agressor, foi morto.

Vítimas de chacina familiar por Reproduçaõ

Segundo o Estado de Minas, o tenente-coronel Flávio Tafúri informou que, em um primeiro momento, o homem alegou que os homicídios teriam sido motivados por uma dívida. Posteriormente, porém, ele mudou a versão e passou a citar “atritos familiares” como justificativa. O oficial ressaltou que a Polícia Militar ainda não teve acesso a qualquer laudo que comprove a suposta condição de saúde mencionada.

Imagens de câmeras de segurança de um imóvel próximo ajudam a reconstituir a dinâmica do crime. Os registros mostram o momento em que o homem aborda uma das irmãs quando ela saía para trabalhar. Ao vê-la no portão, ele se aproxima e inicia as agressões. Em seguida, entra na residência, onde as demais vítimas foram mortas.

Diante da repercussão do caso, o Conselho de Pastores de Juiz de Fora (ConpasJF) divulgou uma nota de pesar. Atualmente, a igreja onde João Batista e Neide atuavam é liderada justamente pelo filho que encontrou os corpos.

“Estou aqui para manifestar solidariedade à família do pastor João e da pastora Neide. É uma tragédia também para toda a comunidade cristã de Juiz de Fora. Que Deus possa trazer consolo depois dessa tragédia que aconteceu no nosso meio”, declarou o pastor e presidente do ConpasJF, Célio Neto, em vídeo publicado nas redes sociais.