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Em último dia de pipoca, Saulo celebra povo na rua e exalta a Bahia no Carnaval 2026

Cantor também homenageou Negra Jhô com figurino especial

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 14:56

Saulo presta homenagem à Negra Jhô com figurino especial
Saulo presta homenagem à Negra Jhô com figurino especial Crédito: Vitor Santos / AgNews

Comandando o terceiro e última dia da Pipoca no domingo de Carnaval (15), o cantor Saulo Fernandes embalou a multidão até a Praça Castro Alves com o axé baiano. Atuando nos blocos há 12 anos, o cantor usou a oportunidade para falar sobre pautas importantes, como o racismo.

Neste ano, durante sua fala, o artista pediu foco no que considera a maior vitória dos últimos anos: o retorno maciço do povo às ruas, sem as amarras dos blocos de corda tradicionais. “Deixa as coisas que eu falo de lado e foca nessa coisa de que o povo está na rua de novo. As pipocas são maravilhosas, imensas. Isso é o que é mais legal”, afirmou. Durante os primeiros dias no circuito, o cantor também pediu que parassem de competir para ver quem tem a maior pipoca.

Saulo também pontuou sua homenagem à jornalista Wanda Chase, direcionando o foco às mulheres negras de forma geral. Usando uma camisa em referência a Negra Jhô, o artista falou sobre o ato: “Eu quero falar das mulheres pretas. Eu acho que o mundo e o Brasil precisam ser devolvidos a uma mulher preta. Tudo nasceu de uma mulher preta, tudo nasceu da África e a gente precisa devolver”. O artista também destacou sua homenagem a Mãe Stella e afirmou que pretende levar a ideia até o último dia de Carnaval.

O artista dedicou atenção especial ao pagodão, em um ano marcado por blocos comandados por artistas de fora do cenário baiano. Saulo elogiou e classificou o gênero como uma das manifestações mais autênticas e interessantes da música no estado. O artista creditou a Márcio Victor grande responsabilidade pela modernização do ritmo, mas também estendeu elogios a outros nomes importantes da cena.

Ao citar precursores como Daniela Mercury e Carlinhos Brown, Saulo reforçou que o movimento de levar o povo para a rua, no Campo Grande, é um processo contínuo de ocupação.

“Eu gosto desse caminho. Ver a música da Bahia se modificando e se alimentando dela mesma”, concluiu o artista, reafirmando que o Carnaval não tem dono e que sua verdadeira força reside na multidão que ocupa o asfalto.

Quinta-feira no Circuito Osmar por Reprodução

O projeto Correio Folia é uma realização do Jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.

Tags:

Saulo