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A força do seguro na construção de uma economia mais resiliente

A disseminação da cultura do seguro representa também uma questão de justiça social

Publicado em 25 de março de 2026 às 05:00

Durante muito tempo, o seguro foi percebido por parte da população apenas como custo adicional ou obrigação contratual. Entretanto, quando analisamos seu papel no desenvolvimento econômico e social, torna-se evidente que ele é um dos mais relevantes instrumentos de estabilidade para famílias, empresas e para a própria dinâmica de crescimento de regiões inteiras.

Nesse contexto, a educação financeira assume papel central. Uma sociedade que compreende a importância do planejamento e da gestão de riscos toma decisões mais conscientes, protege seu patrimônio e constrói bases mais sólidas para o desenvolvimento. O seguro deixa de ser visto só como um produto financeiro e passa a ser entendido como um mecanismo estratégico de proteção, continuidade e confiança.

Essa lógica é especialmente clara quando observamos setores como o de turismo, que depende de uma cadeia ampla de serviços e investimentos que envolve hotéis, transportes, eventos, equipamentos, trabalhadores e visitantes. Cada elo dessa estrutura está sujeito a riscos operacionais, climáticos, patrimoniais e de responsabilidade civil. O seguro atua como um elemento que permite que esses investimentos ocorram com maior segurança.

O mesmo se aplica aos projetos de infraestrutura. Obras de grande porte, concessões públicas e logística portuária exigem elevados volumes de capital e longos prazos de execução. Nesse cenário, seguros de engenharia, transporte e responsabilidade civil tornam-se instrumentos fundamentais para garantir proteção contra eventos imprevistos e assegurar a continuidade desses projetos.

Esse movimento é particularmente evidente no Nordeste. A região vive um ciclo de expansão que envolve agronegócio, construção civil, polos industriais, energia renovável, habitação e turismo. Cada um desses segmentos demanda soluções de proteção específicas, o que tem impulsionado o crescimento de seguros especializados e ampliado a presença do setor na economia regional.

Além disso, a crescente preocupação com governança corporativa e sustentabilidade tem ampliado a procura por coberturas como seguros ambientais, D&O e proteção contra riscos operacionais. Ao mesmo tempo, a digitalização da economia e o fortalecimento do crédito estimulam a contratação de seguros patrimoniais e de pessoas. Esse conjunto de fatores explica por que o Nordeste deixou de ser um mercado emergente para se tornar uma região estratégica na expansão da indústria de seguros no país.

Para que esse potencial se consolide plenamente, é fundamental fortalecer a cultura da proteção. A disseminação da cultura do seguro representa também uma questão de justiça social. Significa garantir que todas as pessoas, independentemente da classe social, tenham acesso a mecanismos capazes de protegê-las contra os imprevistos da vida.

Mais do que um serviço financeiro, o seguro é um instrumento de estabilidade econômica, proteção social e estímulo ao investimento. Ao fortalecer a cultura da prevenção e da gestão de riscos, criamos um ambiente mais seguro para o empreendedorismo, para o crescimento das empresas e para a realização de projetos estruturantes.

Ronaldo Dalcin, Diretor Comercial Regional Nordeste da Tokio Marine