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O Planserv e o Governador não valem um real furado

Por que o governador, secretários, deputados e senadores não usam o Planserv? Porque NÃO PRESTA!

Publicado em 13 de março de 2026 às 20:13

Ser beneficiário do Plano é como ser jogada, sem desejar, dentro de um episódio da série Black Mirror. Onde o que parece surreal e impossível realmente acontece!

Eu tive um problema no meu olho no dia 8 de novembro (sábado). Estava dormindo e, de vez em quando, minha gatinha dormia no meu travesseiro. Acordei com a unha dela dentro do meu olho. Surreal? Também achei. Não conseguia abrir o olho, que lacrimejava sem parar, então, fui imediatamente a uma emergência, era quase meia noite.

Fui atendida, o médico recolocou no lugar o que havia sido lacerado e acomodou uma lente de contato curativa no olho, para ajudar na cicatrização. Me disse que eu corria o risco de perder a córnea e me aconselhou a procurar um especialista.

Consegui marcar o especialista em córnea rapidamente, quase não acreditei! Que sorte! E fui exonerada no mesmo dia, ainda com atestado. Que falta de sorte! Que canalhice! Que desumano! Que antiético! Imoral! Indecente! (Obrigada, Governador Jerônimo Rodrigues!)

O especialista descartou a possibilidade de perder a córnea e me pediu que voltasse em 3 semanas. Nesse ínterim, entrei com um pedido no Planserv para postergar minha permanência, já que precisava de assistência para meu olho.

Voltei ao médico e ele me disse que precisava fazer uma cirurgia, porque entre a calota do olho que havia sido lacerada e a córnea havia crescido um tecido que não me deixa enxergar. Vejo tudo borrado, enevoado, sem foco, sem proximidade. Não enxergo, nem perto, nem longe, nem nada, como se tivesse um papel vegetal no meu olho.

Não sabia o que fazer. Havia planejado passar o natal com minha família, em São Paulo. No dia 11 de dezembro decidi ligar para o Planserv para saber se o meu pedido de permanência havia sido acatado. Mas, não foi. Foi indeferido. O chão se abriu sobre meus pés.

Tive que desistir do natal com minha família. E estava fazendo o impossível para tentar salvar o meu olho, mas o Planserv não se importava.

O Planserv já tinha me deixado na mão em maio, quando sofri um acidente de moto e tive um sério problema na costela que doía somente de respirar.Eu precisava de um especialista. Liguei no plano e a atendente me mandou uma lista de todos os ortopedistas que atendiam em Salvador. Na lista do Planserv só consegui achar atendimento particular. Paguei e solicitei o reembolso e, até hoje, obviamente, não obtive resposta.

Planserv 3, eu zero!

Por que o governador, secretários, deputados e senadores não usam o Planserv? Porque NÃO PRESTA!

Já passei por 2 cirurgias e devo enfrentar ainda mais uma para poder voltar a enxergar. Graças ao meu pai, que bancou tudo.

Portanto, pense bem se é esse tipo (des)governo antiético que você vai confiar nas próximas eleições. Eu, certamente não.

Roberta Di Pierro é jornalista