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Bruno Wendel
Publicado em 11 de março de 2026 às 12:06
Depois que veio à tona, nesta segunda-feira (9), a denúncia contra a promotora Aline Curvêlo Tavares de Sá, a ex-assessora afirma ter recebido mensagens ofensivas em sua conta no Instagram. Segundo ela, a promotora teria ordenado que utilizasse sua assinatura eletrônica para protocolar atos processuais em seu lugar. >
“Disseram que eu não queria trabalhar, que fiquei com inveja; que não veem nada demais em assinar, que eu deveria cumprir ordens e não questionar; que eu fosse estudar em vez de atacar a promotora; que eu sabia do ilícito, que fui conivente e que deveria ter sido denunciada também; que acabei com a minha carreira”, relatou a ex-servidora, que afirma ter recebido mais de dez mensagens desse tipo. Por causa dos ataques, ela alterou o nome de sua conta na rede social. >
Ex-assessora acusa promotora do MPBA de ordenar uso de assinatura eletrônica em seu lugar
A ex-assessora afirma que, por quase sete anos, protocolou atos institucionais como se fosse a própria promotora. Entre os documentos estariam denúncias, pedidos de prisão, alvarás de soltura, transferências de presos e até solicitações de quebra de sigilo telefônico, sem respaldo legal. >
Segundo ela, os ataques foram feitos por perfis falsos. “Não tinham identificação. As fotos eram paisagens ou desenhos animados, e não havia seguidores. Foram contas criadas para me atacar”, disse. >
Depoimento >
O caso é investigado pela Corregedoria do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA). Nesta quinta-feira (12), termina o prazo para que Aline Curvêlo apresente sua defesa. No dia 15 de janeiro, a ex-servidora foi ouvida pelo corregedor do MPBA, o promotor Carlos Augusto Machado de Brito. >
Em nota, o MPBA informou que “o procedimento tramita em sigilo e a Corregedoria já está adotando as medidas necessárias para a adequada apuração dos fatos”. >
No dia 23 de fevereiro, a denúncia também chegou ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O órgão informou que “a notícia encaminhada foi autuada como Reclamação Disciplinar nº 1.00253/2026-10 e está atualmente em tramitação na própria Corregedoria”. Segundo o conselho, o caso “encontra-se em fase inicial de análise, etapa em que são reunidas informações e elementos necessários para a adequada apreciação dos fatos narrados”. >