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Quem é a promotora acusada de mandar ex-assessora assinar pedidos de prisão e denúncias em seu lugar?

Caso envolvendo a promotora do MPBA Aline Curvêlo Tavares de Sá é apurado pela Corregedoria e pelo Conselho Nacional do Ministério Público

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 9 de março de 2026 às 05:00

Ex-assessora acusa promotora do MPBA de ordenar uso de assinatura eletrônica em seu lugar
Ex-assessora acusa promotora do MPBA de ordenar uso de assinatura eletrônica em seu lugar Crédito: Redes sociais

A promotora do Ministério Público da Bahia (MPBA) Aline Curvêlo Tavares de Sá, denunciada por diversas irregularidades por uma ex-assessora, já passou por várias cidades baianas. Segundo a ex-servidora, a promotora teria ordenado o uso de sua assinatura eletrônica para pedidos de prisão e oferecimento de denúncias em seu lugar na 13ª Promotoria de Execução Penal de Juazeiro, responsável também pelo controle externo da atividade policial no município.

Mestra em Segurança Pública, Justiça e Cidadania pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2021, Aline é especialista em Direito Público pela Faculdade Maurício de Nassau. Ela é graduada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde concluiu o curso em 2006. A promotora ingressou no MPBA em 2012.

Ex-assessora acusa promotora do MPBA de ordenar uso de assinatura eletrônica em seu lugar por Reprodução

Desde então, já atuou nos municípios de Uauá, Juazeiro, Casa Nova, Paulo Afonso, Itiúba, Andorinha, Chorrochó, Abaré, Senhor do Bonfim, Rui Barbosa e Jaguarari.

A ex-servidora, bacharel em Direito de 40 anos, afirma ter protocolado atos institucionais por quase sete anos como se fosse a própria promotora, incluindo alvarás de soltura, transferências de presos e até solicitações de quebra de sigilo telefônico, sem respaldo legal.

Além do uso indevido da assinatura eletrônica, a ex-assessora denunciou episódios de racismo e assédio moral. Segundo o relato, o assédio incluiria vigilância excessiva, cobranças desproporcionais, monitoramento constante de horários e questionamentos sobre produtividade, além de desqualificação técnica, humilhação pública, desvio de função para interesses pessoais da promotora e supervisão exagerada de estagiários.

A Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (FETRAB) divulgou nota de repúdio afirmando que buscará, junto ao MPBA e a órgãos de defesa do trabalho e dos direitos humanos, providências para garantir um ambiente livre de discriminação e hostilidade.

Procurada, a promotora Aline Curvêlo Tavares de Sá disse à reportagem, por meio de mensagem de texto: “Estou trabalhando e infelizmente não posso te atender. Peço que entre em contato com a ASCOM do MPBA”.

Por sua vez, o MPBA informou que “o procedimento tramita em sigilo e a Corregedoria já está adotando as medidas necessárias à adequada apuração dos fatos”.

O CNMP também foi acionado. Em nota, o órgão informou que “a notícia encaminhada foi autuada como Reclamação Disciplinar nº 1.00253/2026-10 e está atualmente em tramitação na própria Corregedoria” e que o caso “encontra-se em fase inicial de análise, etapa em que são reunidas informações e elementos necessários para a adequada apreciação dos fatos narrados”.

LEIA AS NOTAS NA INTEGRA

O Ministério Público do Estado da Bahia informa que foi protocolada notícia de fato junto à Corregedoria-Geral pela ex-servidora no último dia 13. O procedimento tramita em sigilo e a Corregedoria já está adotando as medidas necessárias à adequada apuração dos fatos narrados.

A Corregedoria Nacional do Ministério Público informa que a notícia encaminhada foi autuada como Reclamação Disciplinar nº 1.00253/2026-10 e está atualmente em tramitação na própria Corregedoria. O procedimento foi instaurado em 27 de fevereiro de 2026 e encontra-se em fase inicial de análise, etapa em que são reunidas informações e elementos necessários para a adequada apreciação dos fatos narrados