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Produções e contextos

O que salva o artista é seu conteúdo e seu poder causador, nas articulações de equações do olhar e pensamento

  • Foto do(a) author(a) Cesar Romero
  • Cesar Romero

Publicado em 13 de janeiro de 2025 às 02:00

Obra de Pablo Picasso
Obra de Pablo Picasso Crédito: divulgação

Para que algo se transforme em peça de arte é preciso um longo percurso. Um estado de reflexão que seja capaz de comprometer a consciência, buscando o mundo mítico e simbólico. A busca da obra de arte passa por percursos que vão se acumulando, desenvolvendo um “algo” em ideias e sensações que vão moldando identidades. A organização de um acervo de ideações tem início, mas nunca um fim.

O fim do “algo” termina na finitude, quando se encerra o processo dialético. O mundo objetivo não compreende uma verdade absoluta, mas, sim, esclarecimentos, momentos em que se apreendem fenômenos que transcorrem numa visão dualista do real, buscando a pacificação dos elementos da natureza.

Nas somas de vivências, retalhos de memória se constroem essência, que é matéria para a arte. No mundo das ideias poucos se destacaram pela originalidade como: Marcel Duchamp, Pablo Picasso (foto), Paul Cézanne, Francisco de Goya, Jackson Pollock, e alguns expressionistas como: Wassily Kandinsky, Erick Heckel e Otto Mueller, que mesmo em linguagem figurativa recriaram a leitura do mundo material. Há espaço para se questionar a arte em si, e oportunidades para meditação de novos conteúdos.

A inteligência visual, ligada à intuição, ambas treináveis, nos leva a várias possibilidades plásticas e expressivas. As mutabilidades e apropriações quando ligadas a ética, estudos e aprofundamento, liberta. O que salva o artista é seu conteúdo e seu poder causador, nas articulações de equações do olhar e pensamento. Também seu estoque de ideações, que está imerso nas vivências, seu instrumental de produções.

Trabalhos na área do conhecimento nunca podem ser dados por concluídos. A convivência de qualquer produtor de arte com seus pares, a troca de saberes, dissecamento de assuntos, abrem possibilidades de novos ângulos de assimilações. A obra de arte sempre estará aberta a questionamentos e interpretações.

Entra aí o crítico de arte, que é um elo entre o artista e o público, numa atividade que envolve diversos saberes, pensamento ordenado, capacidade de situar o criador à comunidade, seu contexto e evolução. Ainda promovendo análises sistêmicas, exames detalhados do conjunto de tudo aquilo que existe no espaço e no tempo das produções de arte.

Em nosso mundo globalizado, quando a emergência funciona com pressão máxima, é imperativo não ceder aos impulsos, para que a obra de arte não seja um arremedo, caia na diluição. O processo investigativo requer tempo, investigações e organizações de argumentos. Os desafios são eternos, enquanto dure o tempo, sua lógica, conhecimentos e valores.