Mobilidade

BNDES financia R$ 84,6 milhões para plano de inovação da Tembici

Empresa é responsável pela operação do programa Salvador vai de Bike, junto com o Itaú

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Publicado em 17 de abril de 2024 às 08:00

Tembici é responsável por operação do Salvador vai de bike Crédito: Marina Silva/Arquivo CORREIO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 84,6 milhões para a Tembici investir no plano de inovação para os anos de 2024 a 2026. A empresa é a responsável pela operação do programa Salvador vai de Bike, da Prefeitura de Salvador, em parceria com o Itaú. Os investimentos deverão ser alocados em Pesquisa & Desenvolvimento com foco em inovação e aprimoramento contínuo nas bicicletas e estações desenvolvidas pela Companhia, por meio do Tembici Labs; melhorias na experiência do usuário e otimização de funcionalidades com o novo software e aplicativo de compartilhamento de bicicletas; e aperfeiçoamento na infraestrutura digital e processamento de dados em nuvem.

Esse é o segundo apoio do banco à empresa Tembici e ao setor de micromobilidade urbana, que inclui transportes de veículos leves que circulam a uma velocidade de até 25 km/h e normalmente utilizados para viagens de até 10 km de distância. O primeiro financiamento possibilitou a estruturação do Tembici Labs, Centro de Inovação e Pesquisa que desenvolveu modelos de bicicletas e estações próprias. Além disso, o financiamento possibilitou fortalecer a cadeia de fornecedores locais e o crescimento da nacionalização de insumos para a produção de bicicletas e estações.

Nova Indústria

Mobilidade sustentável para integração produtiva e o bem-estar nas cidades, como o compartilhamento de informações de trânsito, localização, clima e poluição, são missões definidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), recriado em 2023, que apresenta uma nova política industrial para impulsionar o desenvolvimento nacional até 2033.

O apoio a Tembici contribui, por meio de tecnologia e inovação, para o planejamento da locomoção urbana em parceria com o poder público. E de forma indireta, pode-se dizer que os recursos do BNDES possibilitarão a redução da emissão de CO2, gerando mais créditos de carbono nas cidades.

“Com este financiamento do BNDES reforçamos o nosso comprometimento com a mobilidade ativa e sustentável, questão que permeia o DNA da Tembici, e também pauta nossos próximos passos estratégicos. A iniciativa não só fortalece nossa posição de liderança lationamericana no setor, mas também impulsiona nossa capacidade de competir de forma ainda mais eficaz nas soluções completas para o mercado global de micromobilidade compartilhada. Assim, estamos preparados para elevar o patamar de nossos serviços, entregando mais valor à sociedade, aos nossos clientes e acionistas, e contribuindo para o desenvolvimento sustentável das cidades", afirma Leandro Fariello, CFO da Tembici.

“O investimento em mobilidade sustentável é uma das missões da Nova Indústria Brasil, do governo do presidente Lula. Nesta operação, além de promover a locomoção sem emissão de CO2, estamos financiando a inovação, fator fundamental para o desenvolvimento e estruturante para colocar o Brasil no caminho da neoindustrialização”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“O projeto apoiado vai permitir inovações tecnológicas importantes para a gestão e o planejamento dos sistemas de gestão da micromobilidade nas cidades”, destaca Luciana Costa, Diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES. “Além disso, ao buscar reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, o projeto contribui para o desenvolvimento da indústria e da cadeia de fornecedores no Brasil”, completa.

A micromobilidade compartilhada oferece benefícios individuais e coletivos, na saúde, na qualidade de vida e também economicamente, se comparada com outros meios de transporte. A bicicleta compartilhada também pode ser combinada com os demais formatos de transporte de massa, o que resulta na racionalização da organização viária e democratização de espaços públicos, além da redução da poluição.