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Donaldson Gomes
Publicado em 26 de março de 2026 às 05:00
Energia limpa >
O Sesc BA fechou um contrato com a EDP, que atua em todos os segmentos do setor elétrico, para fornecimento de energia renovável no mercado livre, na modalidade varejista. A parceria prevê o suprimento de 0,61 MW médios, que totalizam 26.718 MWh, para 14 unidades da entidade até 2030. A previsão é de que a parceria traga cerca de 30% de economia ao Sesc Bahia. O contrato inclui, ainda, a emissão de mais de 26 mil certificados de energia renovável (I-RECs), que asseguram a origem da energia e evitam a emissão de cerca de 1.200 toneladas de dióxido de carbono (CO2). O presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes, diz que esse projeto representa um passo estratégico para o Sesc Bahia. “Mais do que eficiência financeira, estamos reafirmando nosso compromisso com a sustentabilidade e com a responsabilidade na aplicação dos recursos que são revertidos em serviços de educação, cultura, lazer, saúde e assistência social para os trabalhadores do comércio e suas famílias”, afirma o presidente. “Para a EDP, que tem os princípios do ESG como base de sua atuação, é importante contribuir para que a entidade, reconhecida por promover qualidade de vida e bem-estar social, tenha uma operação mais sustentável, além de economia nos custos de energia e mais previsibilidade orçamentária”, ressalta Stella Fuão, diretora Comercial da EDP na América do Sul. No Brasil, a empresa foi pioneira na comercialização varejista de energia, em 2018, já visando a abertura do mercado livre. Atualmente, se mantêm entre as líderes desse segmento, estando entre as cinco maiores comercializadoras. >
Luz de alerta>
Em processo de expansão, o mercado livre de energia já responde por 43% do consumo nacional de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A expansão é impulsionada pela Lei nº 15.269/2025, que prevê a abertura progressiva para consumidores de baixa tensão até 2028, ampliando significativamente o universo potencial de migração. O debate público tem se concentrado na liberdade de escolha do consumidor e no aumento da competição, mas nos bastidores do setor cresce a preocupação com um efeito colateral ainda pouco discutido: o descasamento econômico entre contratos de compra de energia e a possível aceleração da saída de consumidores para o ambiente de contratação livre (ACL). >
Como as distribuidoras operam com contratos de longo prazo, uma migração muito rápida pode deixar as empresas com energia contratada acima do necessário. Para Alexandre Becker, coordenador de projetos especiais da Ludfor, grupo de soluções de energia, a abertura total do mercado exige um debate mais profundo sobre a alocação de riscos. “A ampliação do mercado livre é um movimento irreversível, mas o sistema foi estruturado com contratos de longo prazo no ambiente regulado. Se a migração ganhar escala sem um mecanismo claro de neutralização desses contratos, podemos gerar distorções tarifárias relevantes”, avisa. >
Segundo dados oficiais do Ministério de Minas e Energia, mais de 21 mil consumidores migraram para o mercado livre apenas em 2025. Embora o ritmo tenha desacelerado em relação ao ano anterior, a expectativa do setor é que a abertura para baixa tensão amplie substancialmente esse número nos próximos ciclos.>
Saúde digital>
Healthtech fundada na Bahia, o Plano Brasil Saúde encerrou 2025 com um aumento de 109% em relação a 2024, resultado que supera com folga o avanço médio do ecossistema de healthtechs. O salto foi impulsionado principalmente pela carteira empresarial, com grandes companhias ampliando tanto a base de vidas quanto o faturamento ao longo do período. Um dos principais marcos do período para o Plano Brasil foi a entrada de aproximadamente 15 mil vidas vindas de um contrato com uma grande empresa. Em 2026, a projeção de crescimento é sustentada pela expansão geográfica, com foco no estado de São Paulo, pelo ganho de eficiência operacional, uso intensivo de tecnologia e inteligência artificial, além do fortalecimento das frentes comercial e de marketing. Mesmo em um cenário de aumento generalizado dos custos assistenciais na saúde suplementar, o Brasil Saúde encerrou 2025 com sinistralidade abaixo de 60%. >
O mercado de healthtechs na América Latina avança em ritmo acelerado, registrando um crescimento de 37,6% em investimentos em 2024, segundo o HealthTech Recap 2024. As empresas de saúde digital na região atingiram US$ 253,7 milhões de faturamento em 2024, contra US$ 184,3 milhões em 2023. Nesse cenário, o Brasil assume o protagonismo: concentra aproximadamente 64,8% das healthtechs investidas na América Latina e mantém a liderança isolada em número de operações, captação e desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor de saúde. >
Água potável>
A Solar Coca-Cola anunicou o aporte de R$ 2 milhões em projetos de segurança hídrica na Bahia até 2027. O investimento integra a estratégia da companhia de promover impacto socioambiental positivo nas regiões onde atua. Um dos eixos centrais dessa atuação é o programa Água + Acesso, em parceria com a Coca-Cola Brasil e a SDW for All, para garantir o fornecimento seguro em comunidades vulneráveis. Na Bahia, a iniciativa já faz parte de um ecossistema que beneficia mais de 8 mil pessoas em sete municípios: Lajedinho, Macajuba, Ruy Barbosa, Simões Filho, Ipecaetá, Conceição do Almeida e Vitória da Conquista. >
Por meio de uma estrutura de monitoramento e diagnóstico socioambiental, a estratégia viabilizou a instalação de soluções de acesso à água potável em 30 localidades, incluindo escolas, igrejas, associações e comunidades quilombolas com histórico de estresse hídrico. Foram contabilizados 194.880 litros de água tratados, 20 Aquatorres, 13 Aquafiltros e 5 totens implantados entre os anos de 2024 e 2025. Internamente, em 10 anos, a Solar reduziu 22% do consumo de água nos processos internos.>
Viagem de Páscoa>
A Americanas preparou uma surpresa para os passageiros do Aeroporto Internacional de Salvador nos próximos dias 27 e 28. Cerca de 2 mil ovos cenográficos vão circular pelas esteiras de bagagem e cada item contará com uma tag que dá acesso a um cupom de R$ 50 para compras de produtos da Páscoa no aplicativo da Americanas — válido para itens vendidos e entregues pela companhia, com retirada na loja mais próxima escolhida pelo cliente. A campanha de Páscoa inclui ainda ativações nas lojas físicas. No Shopping Bahia, os clientes já podem conferir uma vitrine cenográfica temática e, entre os dias 27 de março e 3 de abril, a loja contará com um espaço instagramável para fotos. >
Economia circular>
O Nordeste vem se consolidando como uma das regiões mais relevantes da reciclagem de base popular. O Anuário da Reciclagem 2025 revela que a região concentra 609 organizações de catadores de materiais recicláveis, das 3.097 identificadas em todo o Brasil, de acordo com estudo do Instituto Caminhos Sustentáveis e Pragma Soluções Sustentáveis, que será lançado no próximo dia 30. Apesar da forte presença de instituições e do crescimento acelerado nos últimos anos, os dados mostram um cenário de contrastes: o Nordeste aparece como a segunda região que mais destinou resíduos para reciclagem e também a segunda em faturamento nacional, mas ainda convive com infraestrutura limitada e renda média inferior à média brasileira. A região foi responsável por 347,9 mil toneladas de materiais encaminhados para reciclagem em 2024, o que representa 17,1% de todo o volume nacional, atrás apenas do Sudeste. As operações movimentaram R$ 336,19 milhões.>