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Donaldson Gomes
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 05:00
Raio-x dos portos >
Os portos baianos movimentaram pouco mais de 42 milhões de toneladas no ano passado, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Este resultado representa uma queda de 1,09% na comparação com a movimentação em 2024, quando foram movimentadas 43 milhões de toneladas. Entre as principais instalações portuárias na Bahia, os terminais de Cotegipe e de Belmonte terminaram o ano em alta, de 27,8% e de 1,3%. A Enseada foi a estrutura que registrou o maior crescimento, de 44%. Na outra ponta, o Temadre, que responde por quase metade das cargas que chegam ou saem através do mar, teve uma queda de 3,1%. Os dois portos públicos instalados na Baía de Todos-os-Santos, Salvador e Aratu, também registraram quedas de 8,8% e 13,3%, respectivamente. Para completar a trinca de resultados ruins da Codeba, o de Ilhéus caiu 7,1%.>
Resultado nacional>
É claro que se deve lembrar dos efeitos nefastos do tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, mas os dados indicam que a Bahia parece ter sido mais impactada pela medida que o restante do país. No geral, o Brasil movimentou através dos seus portos 1,4 bilhão de toneladas em 2025, com um crescimento de 6,1% na comparação com 2024. Outra diferença entre o resultado nacional e o do estado está no desempenho dos portos públicos, que cresceram numa média de 4,5% nacionalmente, enquanto por aqui todos os três tiveram quedas na movimentação. Agora em 2026, a expectativa da Antaq é de um crescimento de nacional de 2,7%, alcançando a marca de 1,44 bilhão de toneladas movimentadas. >
E a mineração?>
A indústria brasileira de mineração fechou 2025 com um faturamento de R$ 298,8 bilhões, o que representou um crescimento de 10,3% em relação a 2024, de acordo com dados do Ibram. Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o faturamento do setor no ano, com participações de 39,9%, 34,5% e 4,5%, respectivamente, confirmando a concentração regional da atividade no país. No comércio exterior, o setor exportou cerca de 431 milhões de toneladas de produtos minerais, alta de 7,1% em volume, que resultou em receitas de aproximadamente US$ 46 bilhões, aumento de 6,2% em dólares frente a 2024. Entre 2026 e 2030, a atividade deve gerar US$ 76,9 bilhões em novos investimentos – destes, US$ 11,6 bilhões estão previstos para a Bahia. Tomara que este potencial não seja impactado por picuinhas e intervenções de natureza política. >
Ilha de Itaparica >
A Ilha de Itaparica ganhará um novo empreendimento com o lançamento do Amalfi Itaparica Resort Residences, um condomínio multiuso com unidades residenciais e comerciais na Avenida Beira-Mar, logo após Bom Despacho, em um terreno de 75.332 m² em frente ao mar. Em sua primeira etapa, o empreendimento contará com 378 unidades residenciais, tipo Garden, Varanda e|ou Terraços com possibilidades de piscina privativa, incluindo desde estúdios premium, duas suítes, três e/ou quatro quartos. O projeto ainda prevê a implantação de um street mall com 25 lojas comerciais, ampliando a oferta de serviços e conveniência no município, além de gerar empregos diretos e indiretos. As estimativas para o projeto como um todo são de um valor geral de vendas (VGV) de aproximadamente R$ 1 bilhão. >
Escuta ativa>
A Associação Comercial da Bahia (ACB) lançou uma pesquisa para ouvir os empresários baianos sobre temas que eles consideram prioritários. Os interessados podem responder o questionário até o dia 23.>