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Donaldson Gomes
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 05:00
Alívio temporário >
Veio de Brasília a principal notícia econômica para a Bahia nesta semana. O Senado confirmou o projeto que já tinha sido aprovado na Câmara reduzindo os impostos cobrados da indústria química e petroquímica este ano. A entrada em vigor da medida depende apenas da sanção presidencial. A medida, com impacto de R$ 3,1 bilhões aos cofres públicos, vai reduzir as alíquotas do Pis/Cofins sobre os produtos e, com isso, desafogar a atividade que enfrenta uma das suas mais severas crises. A expectativa no setor químico e dentro do governo é que a medida temporária ajude a evitar quedas maiores na produção do setor e consequentemente cumpra o papel de preservar empregos. Para 2027, a expectativa é que o novo regime de incentivos à indústria química, o Presiq, já esteja em vigor. >
Outra boa notícia>
Outra boa notícia para a indústria química e petroquímica foi a decisão da Suprema Corte do EUA, que restabeleceu as tarifas regulares para as exportações. A Abiquim, entidade que representa a atividade no Brasil, avalia que a retomada das alíquotas anteriores representa um alívio imediato para uma parcela equivalente a 13,7% das exportações brasileiras de produtos químicos. Os Estados Unidos são destino relevante das exportações brasileiras de químicos, ao mesmo tempo em que registram superávit consistente na balança comercial setorial frente ao Brasil, com saldo anual próximo de US$ 8 bilhões. Mais de 20 empresas químicas instaladas no Brasil são de capital norte-americano, evidenciando a integração entre as cadeias produtivas. >
Resposta à crise>
Veio através de uma restrição sanitária a resposta do governo federal à crise enfrentada pela atividade cacaueira por aqui. Noticiamos aqui no CORREIO a crise "sabor chocolate", que passa por uma redução no consumo de cacau no mercado global, o que vem fazendo os preços despencarem nos últimos meses. O Ministério da Agricultura suspendeu as importações de amêndoas fermentadas e secas da Costa do Marfim, principal produtora mundial. Produtores baianos e paraenses vinham fazendo muito barulho por verem o produto nacional encalhado, ou sendo comercializado com descontos, e a indústria cacaueira importando grãos. Vamos falar a verdade, não resolve o problema, mas é uma resposta. >
Bons números >
Há 27 anos no mercado, o Grupo GVC é referência na Bahia quando o assunto é resíduos sólidos. Com atuação em 230 municípios baianos, apenas em 2025, foram administradas pelas empresas do grupo mais de 67 mil toneladas de resíduos, foram feitas 112 mil coletas e 10 lixões foram encerrados. O balanço aponta para o fortalecimento da gestão estruturada de resíduos. O setor vem ganhando visibilidade ao unir estratégia, sustentabilidade, eficiência logística e oportunidades de negócios alinhadas à economia circular.>
Mercado seguro>
A Tokio Marine está reforçando a estratégia de crescimento na Bahia, líder no mercado nas regiões Norte e Nordeste, que, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), arrecadaram mais de R$ 18,95 bilhões no primeiro semestre do ano passado. A empresa é patrocinadora do Congresso dos Corretores de Seguros do Norte e do Nordeste (Consegnne), dias 13 e 14 de março, no Centro de Convenções Salvador (CCS). O evento deve reunir mais de 3,5 mil participantes. A Tokio Marine registrou, ao longo de 2025, produção de R$ 1,026 bilhão nas regiões Norte e Nordeste, e a Bahia foi responsável por 42,9% deste volume.>