Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

E esse futuro que não chega?

A esta altura do campeonato, o Brasil já deveria ter se tornado o país do presente

  • Foto do(a) author(a) Editorial
  • Editorial

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 05:00

O ano de 2026 vai ser melhor que o já superado 2025. Como ensinam os pensamentos de Aristóteles, o futuro é o domínio do ainda-não, logo representa o potencial. E o Brasil é o país do futuro, então deve-se esperar sempre pelo porvir, certo? O problema neste caso está em outra ciência, a física. Ela ensina, com a Lei da Inércia, que um corpo em movimento uniforme tende a permanecer assim, e que um corpo parado, do mesmo modo, a menos que alguma força altere isso.

Em 2025, o país manteve-se firme na trajetória de descontrole das contas públicas. Em novembro, o Tesouro Nacional registrou um déficit primário de R$ 20,172 bilhões. Este é um resultado que não leva em conta o pagamento de juros. O governo central tem déficit primário de R$ 83,823 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2025. No mesmo período de 2024, o resultado era negativo em R$ 67,030 bilhões, sem correção pelo IPCA.

Se por um lado, caminha a passos largos para o descontrole fiscal, quando se trata da segurança pública, falta pressa para apresentar soluções a questões que trazem tanto desconforto aos brasileiros. A insegurança transformou o Brasil no maior mercado mundial para a blindagem de veículos, ao mesmo tempo em que custa aos cofres públicos o equivalente a quase 6% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – ainda que o verdadeiro preço cobrado por quem perde a vida em confrontos de facções seja imensurável.

Um sinal claro de que, em termos de gestão pública, o ano de 2025 deixará pouca saudade no Brasil é que as expectativas de agora são as de solucionar os mesmos problemas que existiam no passado. O país segue com a mesma agenda de antes. Por aqui na Bahia, nos assuntos relacionados à infraestrutura, tão necessária ao setor produtivo, o que se espera do governo federal é exatamente o que se esperava no início de 2024 e de 2023.

As definições à respeito das ferrovias de Integração Oeste-Leste (Fiol) e Centro Atlântica (FCA) ficaram para agora. Do mesmo modo, o Porto Sul, assim como a nova concessão das BRs 324 e 116, assim como uma solução para a duplicação da BR-101, entre outros garganteios que não foram levados adiante.

Na área energética, o governo federal segue maltratando as empresas instaladas na Bahia, impondo cortes na geração para compensar a incompetência no planejamento de estruturas para a transmissão.

Poderíamos trazer aqui obras estaduais também, mas só a Ponte Salvador-Itaparica, com suas infindáveis idas e vindas, já valeria um editorial próprio.

Será que em ano eleitoral as promessas – que com certeza surgiram – ainda serão capazes de enganar alguém? Pensemos na frase atribuída a Albert Einstein: “Insanidade é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”. Se nada mudar, esse título de país do futuro pode acabar se tornando a sina do Brasil.