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O motor cultural da Bahia

Carnaval de Salvador é, antes de tudo, um fenômeno social e cultural de massa

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  • Editorial

Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 05:30

O Carnaval de Salvador não é apenas uma festa. É uma demonstração viva da potência cultural da Bahia. Uma força simbólica capaz de arrastar multidões, transformar ruas em palcos e projetar a identidade baiana para o mundo inteiro. Aqui, música, ancestralidade, criatividade e resistência se encontram em um espetáculo popular que nenhuma outra cidade consegue reproduzir com a mesma intensidade.

Desde a invenção do trio elétrico, que revolucionou o conceito de festa de rua no planeta, Salvador construiu um modelo próprio de celebração coletiva. Ao longo das décadas, vimos artistas conduzindo verdadeiros rios humanos pelos circuitos. O Carnaval baiano é, antes de tudo, um fenômeno social e cultural de massa.

Mas a folia também é economia real, concreta e mensurável. Para 2026, as projeções são superlativas: a expectativa é de uma injeção de R$ 2,6 bilhões na economia da cidade. Não estamos falando apenas de grandes empresas, mas de um ecossistema que movimenta mais de 21 setores profissionais. Da logística à segurança, da hotelaria aos eletricistas, a folia gera cerca de 250 mil postos de trabalho.

Como já destacado em artigos deste jornal, a festa momesca consolidou a capital baiana como um destino de projeção internacional. Atualmente, a cidade recebe mais de 1,2 milhão de turistas somente durante o período carnavalesco. Na comparação com o ano anterior, representa um aumento de 10%. Trata-se de visitantes com forte disposição para consumo, com despesas médias acima de R$ 7 mil entre os turistas brasileiros.

Também é preciso reconhecer a complexidade organizacional de uma festa dessa magnitude. Coordenar mais de 100 trios elétricos, múltiplas estruturas móveis e oito circuitos oficiais exige planejamento urbano, logística, segurança, saúde pública e gestão de multidões em nível internacional.

A organização do Carnaval, pela prefeitura de Salvador, demonstra capacidade administrativa para lidar com eventos de altíssima complexidade operacional, que envolve moradores, trabalhadores, artistas e turistas simultaneamente. Poucas cidades conseguem transformar cultura popular em espetáculo global com tamanha organicidade.

O Carnaval aquece o turismo, fortalece a economia, gera emprego, preserva tradições e projeta Salvador para o mundo. Mais do que uma festa, é um ativo estratégico.