Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Donaldson Gomes
Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 05:00
Polêmica da escala >
Vai ser difícil para o governo convencer o empresariado a aceitar o fim da escala 6 por 1, que garante aos trabalhadores um dia de folga a cada seis trabalhados. A ideia que ganhou força após sinalizações favoráveis no Parlamento é de ampliar o período de descanso dos profissionais, mas o impacto disso será o de aumento nos custos de produção e perda de competitividade, adverte José Velloso, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Sem meias palavras, ele considera o projeto "eleitoreiro" e diz que as entidades representativas do setor produtivo vão lutar conscientizar a sociedade a respeito dos riscos da proposta. "Essa é uma medida que vai estimular a automação, turn over, pejotização e informalidade, além de piorar ainda mais o nosso cenário de baixa competitividade", avalia. Como exemplo do impacto, o presidente da Abimaq cita um estudo da CNI que indica um aumento de custos de quase R$ 180 bilhões para a indústria se a jornada for reduzida das atuais 44 horas semanais para 36 horas. Velloso destaca ainda um estudo do Ipea, indicando uma alta de 9,34% nos custos com mão de obra entre os fabricantes de máquinas e equipamentos. "É um erro imaginar que este custo vai recair sobre a indústria porque no final das contas o setor produtivo vai repassar isso para os preços. Quem pagará será o consumidor", avalia. >
Impacto >
De modo geral, a jornada de 40 horas deve elevar o custo do trabalhador celetista em 7,84%, apontam os dados do Ipea. A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, como a indústria e o comércio aponta a pesquisa, ainda que em alguns setores que dependam de mais tenha o potencial de ser mais impactante. Empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, por exemplo, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação. Um desafio apontado no estudo do Ipea é para as empresas de menor porte, pois elas têm, proporcionalmente, mais trabalhadores com jornadas superiores a 40 horas. >
Pré-Carnaval>
O fim de semana que antecedeu o Carnaval contribuiu para movimentar a economia e o comércio de produtos e serviços de todo o Nordeste. Dados apurados pelo Itaú Unibanco apontam um crescimento relevante em três grandes estados, com destaque para 18,1% nas vendas realizadas em Pernambuco entre os dias 7 e 8 de fevereiro, comparado ao mesmo período no ano passado (22 e 23 de fevereiro). O estado da Bahia registrou alta de 15,6% em relação ao ano passado. Entre os principais setores se destacam locação de automóveis, com acréscimo de 88,3%, comércio varejista de artigos de papelaria, com 28,9%, seguido por supermercados, que trouxe um crescimento de 25,7%, e calçados, com 23,6%. Hotéis e serviços de turismo também tiveram bons números no estado, com 14,7%.>
Economia Circular>
A Solar Coca-Cola renovou a parceria com o Camarote Expresso 2222 pelo quarto ano seguido. Por meio do projeto Recicla Solar, a fabricante vai comprar todos os resíduos coletados no espaço. A meta é superar a quantidade de materiais reciclados em 2025, quando a parceria garantiu a destinação correta de 1,9 tonelada de resíduos. A Solar já atingiu 100% de neutralidade de PET na Bahia, reciclando o equivalente a todas as embalagens que comercializa no estado. Com mais de 19 mil toneladas de resíduos já processados em solo baiano e o apoio a 21 cooperativas locais, o Recicla Solar integra a gestão de resíduos ao desenvolvimento econômico regional, somando 62 mil toneladas coletadas em todo o país.>
Baque>
Com o recuo de 28,2% no volume embarcado, principalmente do setor agropecuário fruto de preços abaixo do esperado pelos produtores, as exportações baianas fecharam janeiro com vendas de US$ 607,9 milhões, menor valor para o mês desde 2018. >