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Tráfico à margem da folia: saiba quais facções cercam os circuitos do Carnaval

Alta concentração de foliões mantém consumo de drogas ativo nos circuitos, apesar das barreiras policiais

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 08:00

Foram apreendidos cinco quilos de cocaína, dezenas de comprimidos de ecstasy, porções de droga sintética MDMA, porções de maconha e haxixe
Foram apreendidos cinco quilos de cocaína, dezenas de comprimidos de ecstasy, porções de droga sintética MDMA, porções de maconha e haxixe Crédito: Divulgação/PC

Foliões ocupam cordas, pipoca e camarotes para acompanhar, espremidos, os trios elétricos. É o Carnaval de Salvador. Paralelamente à festa, porém, o narcotráfico segue ativo. Apesar das barreiras policiais, o consumo de drogas continua nos circuitos, abastecido por pontos de venda nas extremidades, sob a influência do Comando Vermelho (CV) e do Bonde do Maluco (BDM).

Para especialistas em Segurança Pública, a grande concentração de pessoas torna o tráfico altamente lucrativo. As barreiras impedem a venda dentro da festa, mas não o consumo, e as organizações criminosas faturam milhões nas “bocas” localizadas próximas aos acessos da folia. “É o que dá rentabilidade às facções. É grande a busca por entorpecentes, que vão da maconha até a sintética", diz um policial militar que trabalha há anos na festa.  

Dez porções de maconha líquida (THC), dois quilos de haxixe, quatro porções de maconha tipo kush e sete porções de cocaína foram apreendidas por Divulgação/PC

O mais tradicional é o Osmar, que vai do Campo Grande pela Avenida Sete, passa pela Praça Castro Alves e segue pela Avenida Carlos Gomes até o Largo dos Aflitos. Os dois últimos trechos fazem limite com a comunidade da Gamboa, uma das áreas de tráfico mais lucrativas para o CV, por estar próxima a bairros nobres, considerados seus principais mercados consumidores.

No circuito, quatro pessoas foram baleadas em diferentes ocorrências na madrugada terça de Carnaval no ano passado. Em um dos episódios, três mulheres ficaram feridas após serem atingidas por disparos próximo à Piedade. Em outra ocorrência, um homem foi baleado próximo ao Jardim Suspenso, durante a passagem do Bloco "As Kuviteiras". O suspeito de atirar foi preso em flagrante.

Em 2023, uma disputa entre facções deixou um morto e dois feridos na Rua Carlos Gomes, durante a passagem de um bloco. Já em outubro de 2024, um ataque do CV no bairro Dois de Julho resultou em três mortes.

Praticamente na “boca” da folia está a Roça da Sabina, comunidade que compreende o Morro do Ypiranga e a Avenida Centenário. No local, a Rua Silvio Marques é apontada como um forte ponto de venda do BDM. Já o Alto de Ondina, que margeia a Avenida Oceânica — um dos acessos ao circuito Dodô —, é área de atuação do CV.

No circuito Dodô (Barra-Ondina), próximo a comunidades como Calabar, Roça da Sabina e Alto de Ondina, o tráfico também se mantém ativo, apesar da presença policial. No Centro Histórico, dominado pelo BDM, a venda de drogas se desloca para bairros vizinhos durante o Carnaval, aproveitando a proximidade com o Porto de Salvador.