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Indústria baiana cai quase 10% em dezembro, mas encerra 2025 com leve alta de 0,3%

Refino de Petróleo, com alta de 5,1%, foi o destaque positivo

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 18:38

Refino de petróleo foi o grande destaque positivo na indústria baiana em 2025 Crédito: Divulgação

O mês de dezembro não deixará saudades para a indústria baiana, que registrou o pior resultado do país, na comparação com novembro, com uma queda de 10,1%, e o segundo pior, quando comparado com o mesmo mês em 2024, neste caso com uma retração de 9,2%. Apesar do baque no último mês de 2025, o setor industrial conseguiu encerrar o ano com uma leve alta de 0,3%, de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O pequeno crescimento que foi registrado na produção baiana se sustentou por conta da alta em quatro das 10 atividades que compõem a indústria de transformação. O refino de petróleo, com um aumento de 5,1%, e a fabricação de máquinas e aparelhos elétricos, com 11,5%, foram as atividades que mais contribuíram para a variação positiva. Em nota, o Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) aponta que o avanço do segmento de refino reflete a maior produção de gasolina, óleos combustíveis e querosene de aviação, apesar da retração observada na produção de óleo diesel e GLP.

Petroquímica é o carro-chefe do Polo Industrial de Camaçari por Divulgação

O destaque negativo ficou por conta da indústria química, que registrou uma retração de 8,2% e foi o segmento que mais segurou a alta geral da indústria na Bahia. A Fieb ressalta o momento desafiador que a petroquímica baiana tem enfrentado, “marcado por um ciclo internacional de baixa atípica, associado ao crescimento contínuo das importações de petroquímicos de segunda geração. Nesse contexto, em 2025 observou-se redução na produção de eteno, propeno, álcoois graxos e outros produtos da segunda geração petroquímica”.

A maior queda em 2025 veio da preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-12,3%), que deu a segunda principal colaboração negativa para a indústria baiana em 2025, caindo pelo segundo ano seguido.

O resultado de dezembro foi a maior queda registrada no último mês do ano desde 2008, quando o mundo enfrentava uma grave crise econômica. Na comparação com outros meses, foi o pior desempenho desde março de 2021.

Indústria da celulose baiana lidera as exportações para os EUA por Shutterstock

Apesar do índice positivo, em 2025, o resultado da produção industrial baiana ficou levemente abaixo do verificado nacionalmente (0,6%), tendo o 8º melhor índice entre os 18 locais pesquisados, 10 dos quais apresentaram altas. Os melhores resultados foram apresentados no Espírito Santo (11,6%), Rio de Janeiro (5,1%) e Santa Catarina (3,2%). Por outro lado, as maiores quedas ocorreram no Mato Grosso do Sul (-12,9%), Rio Grande do Norte (-11,6%) e Mato Grosso (-5,8%).