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Gestão sob medida: entenda o que faz um CFO As a Service

Contratar um profissional por hora ou projeto é alternativa para ter qualidade com menos custos

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  • Nilson Marinho

Publicado em 22 de abril de 2024 às 05:19

Empresas de pequeno e médio porte podem enfrentar desafios para manter a saúde financeira, captar investimentos e agilizar processos internos essenciais para a expansão dos negócios. Em vez de alocar recursos para contratar um profissional sênior, surge como solução o modelo de gestão terceirizada, conhecido como CFO as a Service, ou “diretor financeiro sob demanda”.

O gestor financeiro, geralmente um profissional com relevante experiência de mercado, pode ser contratado por hora para focar em uma demanda específica da empresa, ou para um projeto maior de diagnóstico empresarial.

A parceria pode representar uma economia para os gestores. Em 2022, 50% deles apontaram o aumento dos custos como a maior preocupação para manter um negócio funcionando, segundo pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Resolve também outro problema: a demanda por profissionais qualificados. Mesmo que uma empresa tenha um aporte para contratar um sênior que se dedique full time, dificilmente o encontrará. As empresas costumam brigar para contratar pessoas com experiência de mercado, essas já estão em grandes corporações, que dificilmente abriram mão deles”, comenta Júlio Ribeiro, gerente financeiro e mestre em Novos Negócios e Inovação.

O modelo de gestão é relativamente novo no Brasil, mas, nos últimos anos, vem ganhando força no mercado. A parceria tem se fortalecido sobretudo em startups e fintechs.

“Ao contar com um CFO por demanda para gerenciar as finanças da empresa, o CEO vai direcionar o seu tempo para outras responsabilidades, como atividades estratégicas. O gestor concentra-se em outros pontos, enquanto a área financeira está sendo cuidada por uma equipe profissional especializada”, explica Carla Caruso, ex-gerente financeira de multinacionais e agora CFO as a Service.

Há quatro anos, Carla foi contratada por uma startup de educação que tinha como demanda “tomar decisões e se organizar financeiramente”. Após a parceria, diz, o fluxo de caixa foi estruturado e, dois anos depois, a empresa recebeu um aporte de investidores de R$ 2 milhões. “Foi oferecido um conjunto de ferramentas, tecnologias, manuais operacionais e suporte que garantiu que a gestão financeira estivesse alinhada com as metas de crescimento da startup”.

Alexandre de Salles,executivo de Administração, Finanças e Governança Corporativa
Alexandre de Salles,executivo de Administração, Finanças e Governança Corporativa Crédito: Arquivo pessoal

O executivo de Administração, Finanças e Governança Corporativa, Alexandre de Salles, explica que o atendimento é sempre personalizado e que a consultoria é baseada em pontos críticos a serem analisados para cada empresa, como Visão Estratégica e Planejamento Financeiro; Gestão de Riscos e Compliance; Inovação e Liderança em Transformações; e Fortalecimento de Relacionamentos.

"Essas atribuições refletem a complexidade do papel de um CFO e a necessidade de uma análise holística que aborde tanto as necessidades financeiras imediatas quanto os objetivos estratégicos de longo prazo da organização com o intuito de trazer sustentabilidade ao negócio”, destaca Salles.

“A nossa consultoria pode ser de duas maneiras. Podemos fazer o diagnóstico da empresa e o plano de ação e a própria empresa executar. A empresa tem a equipe dela, que deve ser orientada e nós apenas monitoramos. Nesse formato precisa do período de diagnóstico, desenvolvimento, implantação e acompanhamento. Isso pode levar 10 meses. Ou há a possibilidade de trazer profissionais de fora especializados naquele assunto para fazer todo o trabalho que precisa ser feito”, completa o especialista.