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O 'juiz' do Comando Vermelho e o ataque a tiros a ambientalistas na Chapada

Confira a coluna na íntegra

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 11 de maio de 2026 às 05:00

A sua toga é um fuzil carregado nas costas. O martelo, uma pistola cromada. Assim, mesmo à distância, “Pai Pequeno”, o “juiz” do Complexo do Nordeste, decide quem deve morrer no chamado “tribunal do crime” instalado no “QG” do Comando Vermelho. Não à toa, as forças de segurança voltaram a ocupar o complexo.

Desde que chegou à Bahia, em 2020, o CV intensificou os conflitos territoriais ligados ao tráfico de drogas. Apesar das investidas realizadas na quinta-feira (7) para capturar lideranças da facção, o “número 1” do grupo estaria escondido em um dos morros do Rio de Janeiro.

Considerado implacável em suas decisões, ele estaria abaixo apenas do lendário Val Bandeira, atualmente preso em uma unidade federal.

Polícia Civil deflagra operação contra organização criminosa no Complexo do Nordeste de Amaralina
Polícia Civil deflagra operação contra organização criminosa no Complexo do Nordeste de Amaralina Crédito: Divulgação/ Ascom-PCBA
‘Zói de Gato’, 'Falcão' e ‘Chokito’: quem sustenta o domínio do CV no Nordeste por Reprodução

Ambientalistas são atacados a tiros na Chapada Diamantina

A Serra da Chapadinha pede socorro — e quem a protege, também. No último dia 30, os ambientalistas Alcione Correa e Marcos Fantine foram atacados no Posto Avançado Toca do Lobo, instalado na região norte da Chapada Diamantina. Pelo menos seis homens encapuzados, armados com fuzis e pistolas, invadiram o local — considerado um santuário de biodiversidade e recursos hídricos — e renderam o casal.

Em seguida, os criminosos destruíram sistemas de energia solar, baterias e equipamentos de comunicação. Inicialmente, o grupo pretendia incendiar toda a estrutura, mas desistiu ao avaliar que o fogo poderia chamar a atenção de órgãos que monitoram o posto. “A todo momento, eles repetiam que nós estávamos impedindo o progresso”, relata Alcione. “A Serra da Chapadinha vem sendo cobiçada pela mineração, pela especulação imobiliária e pela grilagem de terras”, afirma Marcos.

A Serra da Chapadinha possui 8,3 mil hectares, com 98% de vegetação nativa preservada e apenas 11 moradores.

Ambientalistas são atacados a tiros na Chapada Diamantina
Ambientalistas são atacados a tiros na Chapada Diamantina Crédito: Acervo Pessoal
Ambientalistas são atacados a tiros por Acervo Pessoal

Após ameaças, casal foge para Salvador

A luta dos ambientalistas pela preservação da Serra da Chapadinha ocorre desde 2021.

O ataque aconteceu após avanços para a criação da Unidade de Conservação de Proteção Integral e do Refúgio de Vida Silvestre (Revis), cuja consulta pública está prevista para este ano. Diante das ameaças, o casal fugiu para Salvador.

A Secretaria do Meio Ambiente acionou a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), que abriu inquérito para investigar o caso.