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Marcelo Sant´Ana: Líder depois do intervalo

  • D
  • Da Redação

Publicado em 4 de outubro de 2012 às 00:57

 - Atualizado há 3 anos

O Bahia do 2º turno é também o Bahia do 2º tempo. Até as 21h, quando enfrenta o Flamengo, no Engenhão, o time fez 14 gols em oito jogos do returno: 12 na volta do intervalo. O ataque e a defesa funcionam em sincronia, pois, no período, dos seis gols sofridos, apenas um foi na etapa final.

O Bahia das lesões musculares, do movimentado departamento médico é também o Bahia que, no 2º tempo, faz o resultado. E, no atual futebol brasileiro, ninguém ganha suando pouco. Temos mais jogadores de transpiração do que de inspiração. A maioria das equipes é de operários. Mestre de obra é artigo de luxo.

Nenhuma entrevista pós-jogo de jogador me convence que Jorginho ganha as partidas no vestiário. Até porque a preleção minutos antes das partidas dura mais tempo. Mas é inegável que mudaram confiança, posicionamento e, principalmente, a maneira de jogar.

No 1ºturno, bastava o time tomar um gol para começar a agonia. No 1º turno, o Bahia saiu atrás oito vezes e não virou nenhuma, somando apenas dois pontos, contra Atlético-MG e Figueirense.

No 2º turno, o Bahia mantém o perigoso hábito de despertar tarde. Saiu atrás em metade dos oito jogos, porém virou contra Santos e Figueirense, empatou com o Sport e perdeu apenas do Inter: sete pontos conquistados com suor e sangue-frio.

Nesta reação, o contra-ataque, fundamental nos 2x1 no Sport e 2x0 no Palmeiras, perdeu força. De 14 gols, dois no contragolpe. Um de Gabriel, o último nos 3x1 sobre o Santos, com arrancada de Mancini e Souza ajeitando; e o terceiro na goleada por 4x0 sobre o Vasco: Souza acionando Jones. Nos dois casos, o espaço nasceu do desespero adversário.

Era diferente com Falcão e com Caio Júnior. A filosofia dos ex-técnicos era dar espaço e marcar atrás para explorar a velocidade, embora o time não tivesse laterais. Agora o time gosta mais da bola. Nas cinco vitórias com Jorginho, pelo menos um gol nasceu após troca de passes.

O novo Bahia tem jogado bem, exceção feita ao 0x0 contra o Atlético-MG. Mesmo na derrota por 3x1 para o Inter, houve chance de sobrevida, com oportunidades perdidas por Elias e Souza ainda com 1x0.

Para parar de falar em rebaixamento e sonhar com a parte de cima da tabela, é preciso jogar bem. Esse Bahia está fazendo isso com regularidade.

Uma enorme diferença passa pela confiança. Enquanto Falcão era o cara de elogiar até times das décadas de 1980 e 1990 dos rivais e Caio Júnior foi o comandante que abandonou o barco, Jorginho, antes e depois de a diretoria não liberar sua ida para o Palmeiras, valoriza os jogadores. É comum ouvir Jorginho usar as palavras “estrelas” ou “espetáculo” nas coletivas pós-jogos. E o melhor de tudo: o Bahia acredita nisso.

Vacilão  No 1º turno, o Bahia saiu na frente do adversário seis vezes: ganhou de Sport, Ponte Preta e Palmeiras. Deixou os três pontos virarem um contra Inter, Atlético-GO e Coritiba. Esperto No 2º turno, o Bahia saiu na frente do adversário três vezes e ganhou todas: São Paulo, Vasco e Botafogo. E sem tomar gol.

Mudança Parceira da FBF nas duas últimas edições de Campeonato Baiano, comercializando espaços publicitários e também explorando mídias, a NER Esporte e Entretenimento vai tirar um pouco o pé do acelerador. A pernambucana Megasport, de Gustavo Aguiar, negocia para ser uma nova parceira da FBF. Os clubes do interior foram avisados no pré-arbitral, semana passada. Aguiar deverá será apresentado em reunião este mês.