Miro Palma: Que saudade da Seleção Brasileira

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Publicado em 12 de outubro de 2015 às 13:48

- Atualizado há 10 meses

Um tropeço diante do Chile, na estreia das Eliminatórias para a Copa de 2018, na Rússia, e o torcedor brasileiro voltou a pedir: devolvam a nossa Seleção Brasileira. O Brasil das defesas de Taffarel e dos cruzamentos de Carlos Alberto Torres. Da segurança de Bellini e Nilton Santos, aliados à elegância de Falcão, Gérson e Zico. Sonhamos também com a ousadia de Garrincha, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho e Jairzinho, além dos gols de Romário e Ronaldo. O Rei Pelé, capaz de juntar todas essas características, também não está mais dentro de campo, assim como Telê Santana, o mestre da tática, que até hoje inspira aos treinadores do mundo inteiro. Só nos resta saudade.

Com todo respeito aos personagens atuais, não dá para ver a camisa verde e amarela em campo e esquecer do passado. É angustiante assistir, a cada jogo, a morte do futebol-arte, tão admirado e copiado por muitos e muitos anos. É triste ver nossos garotos idolatrando craques de outros países como Messi, Suárez, Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo, enquanto, dentro de campo, nossos craques pararam de ser protagonistas. 

A mentalidade dos nossos dirigentes, infelizmente, não acompanha o brilho das cinco estrelas acima do escudo. Fora de campo, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, parece mesmo estar preocupado em não ser preso pela Justiça dos Estados Unidos, cada vez mais firme na investigação sobre a corrupção no futebol mundial. Mas José Maria Marin está preso e, apenas por isso, a minha esperança continua. Teremos a nossa Seleção de volta.

Enquanto a limpeza não começa, atitudes simples serão capazes de fazer o torcedor acreditar novamente na única equipe pentacampeã mundial. A primeira delas deveria ser a demissão do técnico Dunga que, além de não ser um estudioso, é mais conhecido pelas palavras grosseiras e atitudes rancorosas. Pelo que eu sei, ele foi o único capitão de uma seleção do mundo inteiro que, ao levantar a taça da Copa do Mundo, soltou palavrões em resposta aos críticos. Ele mudou? Não. Só se esforça, a cada entrevista concedida, para não demonstrar a sua verdadeira personalidade.

Aliado a isso, a falta de conhecimento tático do comandante é capaz de fazer qualquer torcedor pirar na frente da televisão. Um time lento, com um buraco entre a defesa e o ataque, sem jogadas de ultrapassagem e, muito menos, um toque de bola diferenciado. Maresia e displicência definem bem o futebol apresentado pelo grupo de Dunga.

Não queremos apenas vitórias. Nosso maior desejo agora é poder olhar para o campo e, a cada lance, ficar sem respostas. Como ele fez aquele golaço? Ninguém consegue segurar esse cara? Que troca de passes é essa, amigo? Isso é mágica?

Hoje, apenas Neymar é capaz de fazer o torcedor se encantar. Se for para ficar na mesmice atual, prefiro procurar no YouTube os melhores lances dos nossos craques do passado. Mentira... Amanhã tem Brasil e Venezuela, em Fortaleza, e estarei ligado. A Seleção Brasileira é do povo e não da CBF. Não esqueçam disso.

CERTEZA RUBRO-NEGRA, ESPERANÇA TRICOLORFalta pouco para o Vitória se garantir na Série A do Brasileirão em 2016. Para muitos, é só uma questão de tempo e protocolo. A confiança tem explicação: são quatro triunfos nas últimas cinco partidas, o que deixou o time do técnico Vagner Mancini a um ponto do líder Botafogo, que tem um jogo a menos. Torcida e jogadores estão em sintonia e, por isso, o acesso é certo.

O Bahia não vive um bom momento e promoveu o ídolo Charles para tentar resgatar o futebol perdido no primeiro semestre. A diretoria, depois de tantos erros, acertou na escolha. Só os triunfos podem fazer o time subir. Resta torcer.