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Rodrigo Daniel Silva
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 05:30
Integrantes da oposição baiana avaliam que ainda é possível unificar todo o campo da direita e da centro-direita na disputa pelo governo do estado neste ano. Com esse objetivo, setores oposicionistas acreditam que o ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) pode desistir de disputar o Palácio de Ondina para apoiar a candidatura de ACM Neto (União Brasil). >
A leitura é de que ainda há espaço para diálogo e construção de unidade. Aleluia, para ser candidato, teria de renunciar a conselhos dos quais participa atualmente, o que pode fazê-lo recuar da postulação ao governo.>
Nos bastidores, a avaliação é de que Aleluia mantém a candidatura como estratégia para impulsionar a eleição do filho, o vereador Alexandre Aleluia, à Câmara dos Deputados. O desafio, contudo, é considerado difícil: o Novo precisaria alcançar cerca de 200 mil votos para conquistar uma vaga. Oposicionistas acreditam que o ex-deputado pode acabar aderindo ao grupo liderado por ACM Neto, a partir de um acordo político que também inclua apoio ao projeto eleitoral do filho.>
Zé Ronaldo e a vaga de vice>
Ainda no campo da oposição, cresce a avaliação de que o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), só não será candidato a vice-governador se não quiser. O entendimento é de que o gestor feirense agregaria peso político significativo à chapa, sobretudo por sua força no segundo maior colégio eleitoral da Bahia.
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A decisão, no entanto, depende de Zé Ronaldo. Para disputar a eleição, ele precisaria renunciar ao cargo de prefeito no início de abril. O receio da renúncia é apontado como o principal obstáculo.>
Coronel pode mudar de lado>
Outro fator que alimenta o otimismo oposicionista é a expectativa de que o senador Angelo Coronel (PSD) rompa com o grupo político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
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Pelo desenho atual, uma possível chapa da oposição poderia ser formada por ACM Neto, Zé Ronaldo, Coronel e João Roma (PL).>
Cálculo dos votos>
No campo oposicionista, há otimismo baseado na leitura de dois tipos de votos: o de “opinião”, mais forte nos grandes municípios e favorável a ACM Neto pelo desgaste de Jerônimo e do PT; e o de “estrutura”, presente nos pequenos municípios.>
Esse segundo tipo de voto, na avaliação dos oposicionistas, corre o risco de ser perdido pelo governador petista em razão de promessas feitas a prefeitos do interior do estado que não foram cumpridas.>