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Prêmio Melhores da Gastronomia Salvador: o sonho se realizou

Evento  celebra diversidade e excelência gastronômica da capital com prêmios para profissionais e restaurantes

  • Foto do(a) author(a) Ronaldo Jacobina
  • Ronaldo Jacobina

Publicado em 30 de agosto de 2025 às 05:00

Evento realizado no Centro de Convenções Salvador recebeu 600 pessoas e comemorou a gastronomia  baiana com a presença de grandes chefs
Evento realizado no Centro de Convenções Salvador recebeu 600 pessoas e comemorou a gastronomia baiana com a presença de grandes chefs Crédito: Marina Silva/ CORREIO

Quando, há pouco menos de um ano, discutimos pela primeira vez a ideia de criarmos um prêmio de gastronomia, estávamos cientes da responsabilidade que tínhamos pela frente. Embora nós três (eu, Licia Fabio e Paulo Almeida Neto) tivéssemos consciência do desafio que enfrentaríamos, a nossa paixão em comum pela gastronomia nos levava a acreditar que seria possível.

Para mim, especialmente, que comecei minha carreira no jornalismo econômico, passei pelo político, o de cultura e até pelo colunismo social, comida sempre foi um prazer — mas escrever sobre ela me pareceu um “jornalismo menor”. Lembro que, quando comecei a escrever (obrigado à minha então editora) pequenas resenhas sobre gastronomia, há quase 20 anos, um colega a criticou por me colocar naquele lugar de um jornalismo “sem importância”, como ele disse. E eu meio que concordava com ele.

Aos poucos, fui me envolvendo, construindo uma rede, descobrindo sabores, buscando conhecimento e, claro, comendo. Comendo muito, digo! Não me arvoraria a dizer que, mesmo modestamente, tenha ajudado a cena gastronômica local a ocupar o lugar que tem hoje na nossa cidade, no Brasil — mas estou certo de que acompanhei de perto o seu crescimento. E sinto muito orgulho disso. De ver como chefs como Beto Pimentel, Edinho Engel, Tereza Paim, lá atrás, ajudaram a levar a nossa gastronomia para além das nossas fronteiras.

Hoje, assistir a alguns dos nossos chefs e/ou restaurantes figurando entre os melhores do país, sendo citados em publicações e guias internacionais, dá uma alegria danada! Sim, chegamos lá. A Bahia entrou definitivamente no mapa mundial da gastronomia.

Mas sempre me perguntava: se é assim, por que perdemos nossas premiações locais, tão importantes para valorizar, fortalecer e alavancar a nossa gastronomia? Claro que sabemos exatamente por quê, mas, em vez de ficarmos por aí lamentando, por que não criar uma nossa? E foi isso o que, modestamente, fizemos. Ou melhor, estamos fazendo. Ainda que com muitas dificuldades, poucos apoios e/ou patrocínios — mesmo do trade —, vibramos com a adesão e o sentimento de pertencimento da grande maioria dos profissionais do segmento que colaram com a gente nesta empreitada.

Claro que houve quem desacreditasse, boicotasse e até se colocasse num patamar superior, do tipo: “sou muito maior que esse prêmio, não irei participar”. Mas nada disso nos fragilizou. Ao contrário, ganhamos ainda mais disposição para seguir. A torcida, a parceria e a adesão da maioria dos envolvidos nos motivavam, mais e mais, a construir o Prêmio Melhores da Gastronomia – Edição Salvador, que premiou na noite de sexta-feira (29) 38 categorias, durante uma cerimônia que reuniu mais de 600 pessoas numa belíssima festa no Centro de Convenções, atraindo todo o trade local.

Se acertamos ou erramos, saberemos — ou não — depois. Mas estamos felizes e com aquele sentimento de missão cumprida. Claro que, como em toda premiação, alguns levam o troféu para casa, outros não. É o corpo de jurados quem decide isso, e ele é soberano — mas, certamente, todos ganham.

E de uma coisa podem ter certeza: a lisura do processo foi o que nos norteou desde a nossa primeira conversa. Os 22 jurados, escolhidos por mim, têm em comum a paixão pela gastronomia. E que orgulho eu tenho de todos eles, que trabalharam discretamente ao longo de seis meses, mantendo o anonimato até a noite de ontem, quando enfim tiveram seus nomes revelados na festa de premiação!

Vale ressaltar que cada um desses comprometidos jurados recebeu um cartão de crédito e a missão de visitar, pelo menos, três restaurantes. Faziam seus pedidos e suas avaliações sempre de forma discreta, pagavam a conta e saíam como um cliente qualquer.

Licia Fabio em discurso acom
Licia Fabio em discurso acom Crédito: Marina Silva/ CORREIO

O mesmo aconteceu com os votos do público. O cliente votava por meio de um QR CODE disponibilizado nas mesas dos restaurantes concorrentes, que funcionava com geolocalização. Ou seja, só poderiam ser contabilizados os votos dados ali — e apenas uma única vez.

Enfim, foi um trabalhão danado, mas estamos felizes com o que entregamos ao trade de gastronomia soteropolitano. Tanto que já anunciamos a segunda edição. Obrigado a todos os envolvidos, especialmente ao CORREIO, que não só abraçou a nossa ideia como caminhou com a gente até aqui.