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Da Redação
Publicado em 2 de setembro de 2020 às 20:55
- Atualizado há 3 anos
O número de mortes por covid-19 caiu 11% na 35ª semana epidemiológica em comparação com a anterior. Já o número de casos confirmados da doença ficou estável, com uma oscilação de -1% no mesmo período.>
Os dados estão no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, apresentado por gestores do órgão em entrevista coletiva hoje (2) em Brasília.>
A semana epidemiológica (SE) é uma medida utilizada por autoridades de saúde para medir a evolução de uma doença no tempo. Esta última, a 35ª, compreende o intervalo entre 23 e 29 de agosto. Neste período, foram registrados 6.212 novas mortes por covid-19. Na semana epidemiológica anterior (34ª), a soma foi de 7.018. Foi a maior queda no intervalo de uma semana na pandemia. Com isso, a curva indica uma tendência de queda maior após passar mais de dois meses em um platô, oscilando.>
Já quando considerados os casos, nove Unidades da Federação tiveram acréscimo nesta última SE, sete ficaram estáveis e onze experimentaram uma queda das notificações. Os locais com crescimento mais destacado foram Rio Grande do Sul (37%) e Ceará (32%), enquanto os com diminuições mais efetivas foram Rio de Janeiro (37%) e Espírito Santo (36%).>
O avanço da pandemia no território brasileiro vem evidenciando uma interiorização dos casos, com 61% em cidades do interior e 39% em regiões metropolitanas. Já a distribuição das mortes se estabilizou com 51% nos grandes centros urbanos e 49% nas demais localidades. Variação % de casos e óbitos entre as semanas epidemiológicas 34ª e 35ª (Fonte: Ministério da Saúde) SRAG Até o momento, foram registrados 643.090 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destas, 335.748 tiveram o diagnóstico da covid-19 e outras 85.460 ainda estão em investigação. Dos pacientes, 63,3% apresentaram pelo menos um fator de risco, sendo os mais comuns cardiopatia, diabetes, doença renal e doenças neurológicas.>
Do total de hospitalizados, 51,3% tinham mais de 60 anos, 56% eram homens e 44% eram mulheres. No recorte por cor e raça, 33,2% eram pardos, 33,1% eram brancos, 4,8% eram pretos, 1,1% eram amarelos, 0,4% eram indígenas e 27,6% não identificaram essa característica.>
Sobre os pacientes que morreram, aumentou a proporção de idosos (72,9%), de homens (58%) em relação às mulheres (42%) e de pardos (36,6%) e pretos (5,4%) em comparação com brancos (30,8%). Entre os falecidos por SRAG com diagnóstico de covid-19, havia ainda 1,2% amarelos, 0,4% indígenas e 25,6% que não tiveram a cor ou raça notificada.>
Testes De acordo com o Ministério da Saúde, foram distribuídos até agora 6,3 milhões de reações de RT-PCR. Deste total, 2,8 milhões foram analisados até o momento. A média de exames realizados ao longo da pandemia está em 92,9 mil por semana.>
Rastreamento Os representantes do Ministério da Saúde informaram que o órgão publicará uma portaria para ações de monitoramento e isolamento. Serão repassados R$ 396 milhões aos municípios para que possam reforçar suas equipes com profissionais designados para atuar com esse tipo de atividade.>
Segundo o ministério, as prefeituras poderão contratar diferentes tipos de profissionais de saúde, de médicos a nutricionistas, passando por enfermeiros e técnicos de enfermagem. Haverá exigência de um determinado número de cidadãos por profissionais que deverão ser objeto de monitoramento.>
Veja entrevista online na íntegra.>