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Dos blocos afro ao tapete vermelho, Meninos Rei reafirmam ancestralidade no Baile da Vogue 2026

Marca baiana revisita as raízes do Carnaval de Salvador e celebra a estética negra como linguagem de moda

  • Foto do(a) author(a) Gabriela Cruz
  • Gabriela Cruz

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 18:02

Meninos Rei
Meninos Rei Crédito: divulgação

A Meninos Rei vai participar mais uma vez do Baile da Vogue 2026, dessa vez com uma proposta inspirada nos blocos afro do Carnaval de Salvador. Inserida no tema Carnavália Fashionista, a criação "parte da valorização das matrizes culturais negras que estruturam a estética, a música e a dimensão política da festa", explica Júnior Rocha, fundador da marca baiana ao lado do irmão, Céu Rocha.

A referência central do trabalho são os blocos afro, reconhecidos como elementos fundamentais na construção da identidade do Carnaval baiano. "A partir deles, a marca desenvolvemos uma narrativa que conecta moda, ancestralidade e território, ampliando o debate sobre representatividade e memória cultural no contexto da moda nacional", destaca Céu.

Meninos Rei por Diogo Andrade

O estilista Júnior Rocha desenvolveu seu look a partir da estética do Ilê Aiyê, além de prestar homenagem a Dete Lima, primeira estilista de um bloco afro e responsável por consolidar uma linguagem visual própria para essas agremiações ao longo de mais de cinco décadas. "A criação dialoga com essa herança histórica, traduzindo-a para o cenário contemporâneo", afirma.

Já Céu Rocha construiu ua proposta a partir do Olodum e da trajetória de Neguinho do Samba, criador do samba-reggae. O ritmo, que projetou o bloco internacionalmente, surge como elemento central da narrativa, associando música, identidade e afirmação cultural.

Os ensaios fotográficos que acompanham as criações serão realizados em locais simbólicos da cultura negra baiana. Júnior será fotografado na Senzala do Barro Preto, enquanto Céu terá imagens produzidas na sede do Olodum. Ambos os trabalhos terão assinatura do fotógrafo Lucas Assis.

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