Motivado em meio a doença do pai, Ken ficará de fora contra a vontade

Suspenso pelo terceiro amarelo, o jogador está fora do duelo com o CRB, sábado, às 16h30, em Maceió

Publicado em 19 de outubro de 2015 às 13:22

- Atualizado há 10 meses

Por trás do uniforme e da profissão, o jogador é uma pessoa como qualquer outra, carregada de emoções. Por isso o fator psicológico é tão importante quanto a condição física e técnica para a performance do atleta de futebol.  Dentro dessa junção de fatores, Pedro Ken tem mostrado um equilíbrio emocional fora do comum: mesmo com o pai em situação muito delicada na UTI devido a um câncer, o meia rubro-negro tem feito questão de jogar e ser um dos pilares do Leão rumo à Série A. Além do problema médico do pai, o tornozelo esquerdo, ainda com resquício de lesão,  é outro adversário de Pedro Ken. Mesmo assim, o jogador tem mostrado muita superação (Foto: Arisson Marinho/ Arquivo CORREIO)Mas ele, que tem aproveitado suas folgas para dar um pulo em Curitiba e acompanhar de perto o patriarca da família Ken, dessa vez terá um descanso forçado. Suspenso pelo terceiro amarelo, o jogador está fora do duelo com o CRB, sábado, às 16h30, em Maceió. Ruim para Vagner Mancini, sem um dos seus titulares absolutos e também para o meia, que tem utilizado os jogos para se manter firme diante das dificuldades. “Eu tenho me dedicado muito no Vitória. Demonstro todos os dias no treino a minha vontade de jogar, de estar 100% em campo, tenho recebido muito apoio e é essa a força que eu preciso. E muito disso é pelo meu pai. Eu vim para Salvador com esse objetivo. Quando eu saí de lá, meu pai me falou para que eu ajudasse o Vitória a subir, como fiz em 2012. E é por ele que eu vou fazer isso, foi por ele que eu continuei aqui”, contou o meia, que atuou em 22 jogos do Vitória nesta Série B. Considerado por Mancini como ponto de equilíbrio do meio, Ken tem feito uma função completamente diferente da de 2012, quando chegou a marcar cinco gols na campanha do acesso. Agora mais atrás, para compensar os avanços de Rhayner, o meia coloca o objetivo do grupo acima da vaidade pessoal. “Eu tenho muita tranquilidade, porque tenho feito muito bem a minha função e tenho consciência disso, assim como as pessoas no clube e o torcedor. É só ver os números”. É verdade. Desde que chegou ao clube, ele ficou fora de seis jogos e o Leão venceu apenas um deles. “O importante é que o time encaixou. Eu não vou ficar querendo aparecer, ficar jogando lá na frente para fazer gol e me achar melhor que os outros”, explica ele, que fez um gol nesta Série B e tem jogado no sacrifício ainda  devido a um  resquício de  lesão no tornozelo.