Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Matheus Marques
Publicado em 15 de abril de 2026 às 09:00
O fim da era dos formulários complexos no Imposto de Renda está no horizonte do Ministério da Fazenda. A proposta atual busca transformar o ajuste anual em uma tarefa de poucos cliques, na qual o contribuinte apenas valida as informações já cruzadas pelo governo.
>
O foco é usar tecnologia para monitorar, com mais precisão, rendimentos que muitas vezes não são declarados manualmente, como aluguéis e outras fontes secundárias.
>
CHECKLIST IMPOSTO DE RENDA
O prazo final para o envio da declaração se encerra em 31 de maio de 2026. >
O governo aposta na consolidação de dados digitais para simplificar a vida do contribuinte. Com a integração de informações de saúde e do sistema bancário, a expectativa é que a maioria das declarações já esteja quase pronta no momento do envio.
>
A equipe econômica defende que a medida é essencial para modernizar o sistema tributário, tornando-o mais simples e menos dependente de processos manuais, que aumentam o risco de erros e de retenção na malha fina.
>
Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o avanço deve tornar o Estado mais funcional. “Uma das marcas da minha gestão no MF é exigir uma burocracia mais leve e eficiente. Para isso, precisamos de um Estado com capacidade de atuação mais ágil”, afirmou.
>
Para o Fisco, a automatização é uma via de mão dupla: aumenta a comodidade para o cidadão, mas também reforça o controle sobre possíveis omissões de renda.
>
Apesar do otimismo da equipe econômica, a implementação completa do modelo ainda deve passar por debates no Congresso, especialmente em relação à segurança jurídica.
>
A orientação permanece: mesmo com dados pré-preenchidos, a responsabilidade final pelas informações continua sendo do contribuinte.
>