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Mapa mental funciona? Jovem que passou em vários concursos explica como usar técnica sem errar

Estratégia popular entre estudantes pode turbinar a aprendizagem, desde que aplicada com critério e foco nos pontos essenciais

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 16:07

Mapa mental
Mapa mental Crédito: Shutterstock

Muito usados por estudantes de diferentes áreas, os mapas mentais ganharam espaço como uma alternativa visual para organizar conteúdos e facilitar o aprendizado. A proposta é simples: estruturar informações de forma gráfica para tornar o estudo mais rápido e eficiente. Mas essa técnica realmente traz resultados?

Segundo o pesquisador e mentor educacional Caio Temponi, a resposta é positiva - com uma ressalva importante. “Os mapas mentais ajudam a sintetizar conteúdos e tornar a revisão mais eficiente, mas muitas pessoas erram ao tentar transformar tudo em mapa mental sem critério. O ideal é usá-los para conectar ideias e criar associações visuais que facilitem a memorização”, afirma.

Caio é conhecido por resultados acadêmicos precoces: aos 12 anos, conquistou o primeiro lugar no vestibular da EPCAR. No ano seguinte, aos 13, acumulou cinco aprovações em cursos distintos, entre eles Medicina e Direito, na UFRRJ.

Caio Temponi
Caio Temponi Crédito: Reprodução

Como funcionam os mapas mentais

Os mapas mentais são representações gráficas organizadas a partir de um tema central. A partir desse núcleo, surgem ramificações que conectam conceitos relacionados, permitindo visualizar relações entre ideias de forma clara. A técnica é especialmente indicada para disciplinas que exigem a assimilação de grandes volumes de informação.

Por que ajudam a aprender?

De acordo com o especialista, a eficácia dos mapas mentais está relacionada à forma como o cérebro processa informações. “O cérebro não aprende de forma linear, ele funciona como uma rede de conexões, e os mapas mentais aproveitam esse princípio, organizando o conteúdo de maneira que faz sentido para cada pessoa”.

Além disso, o método estimula um estudo mais ativo. “Em vez de apenas ler e reler textos, o estudante precisa sintetizar o que aprendeu e reestruturar as informações de forma lógica, o que melhora a compreensão”, completa Caio Temponi.

Entenda o edital: antes de estudar, leia o edital com atenção. Ali estão todas as regras, incluindo assuntos cobrados, formatos da prova e datas. por Shutterstock

Principais erros ao usar mapas mentais

Apesar dos benefícios, alguns equívocos podem comprometer os resultados:

Tentar incluir todo o conteúdo no mapa, sem selecionar o que é realmente importante;

Produzir mapas longos e confusos, que dificultam a revisão;

Utilizar apenas texto, sem explorar cores, símbolos ou imagens;

Deixar de revisar os mapas com frequência, prejudicando a fixação do aprendizado.

Boas práticas para aplicar a técnica

Para aproveitar melhor os mapas mentais, o especialista recomenda:

  • Seja seletivo: destaque apenas os pontos-chave;

Use cores e imagens: recursos visuais facilitam a memorização;

Crie conexões claras: relacione ideias de forma lógica e organizada;

Revise regularmente: a repetição espaçada ajuda a consolidar o conteúdo.

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