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Calorão perto dos 40°C acende alerta para o coração; veja os riscos

Perigo aumenta sobretudo entre idosos e pessoas com doenças prévias

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 17:12

Termômetro no centro do Rio chega a marcar 40 graus
Termômetro no centro do Rio chega a marcar 40 graus Crédito: Tânia Rego/Arquivo Agência Brasil

A sequência de dias com temperaturas elevadas no início de 2026 fez acender um sinal de alerta para a saúde pública em várias partes do país. Em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, além de capitais e cidades do interior, os termômetros se aproximaram dos 40 °C, cenário que vai além do simples desconforto e pode trazer consequências sérias ao organismo.

Segundo o cardiologista Dr. Roberto Yano, o coração está entre os órgãos mais afetados durante períodos de calor intenso, principalmente em pessoas com doenças pré-existentes ou que fazem uso contínuo de medicamentos. “O calor afeta bastante a saúde cardiovascular, principalmente para as pessoas que sofrem de alguma doença prévia, por isso é importante tomar alguns cuidados”, alerta o médico.

O consumo de água é essencial para prevenir a desidratação por

De acordo com o especialista, em ambientes muito quentes o corpo precisa se esforçar mais para manter a temperatura corporal estável, o que pode desencadear uma série de reações negativas. “O calor intenso pode provocar uma dilatação dos vasos sanguíneos, e isso pode levar a uma queda da pressão arterial, o que aumenta a frequência cardíaca e também gera um maior risco de desidratação”.

Esse desequilíbrio, explica o cardiologista, é ainda mais perigoso para quem já convive com problemas como hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias ou doenças coronarianas. “Em pessoas que já possuem um histórico de hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias ou doenças coronarianas, esse desequilíbrio pode desencadear complicações mais graves, como mal-estar, tonturas, desmaios e até eventos cardíacos”, destaca.

A hidratação adequada aparece como um dos principais fatores de proteção em dias de calor extremo. A perda excessiva de líquidos e sais minerais pelo suor favorece a desidratação, condição que pode alterar o funcionamento do coração. “A desidratação deixa o sangue mais espesso, o que aumenta a sobrecarga cardíaca e o risco de tromboses. Por isso, a hidratação constante, mesmo sem sensação de sede, é uma das principais medidas de proteção durante períodos de calor extremo”.

Além de beber água com regularidade, o médico recomenda evitar exercícios físicos intensos nos horários mais quentes do dia, dar preferência a locais ventilados ou climatizados e manter uma alimentação mais leve. “Também deve-se evitar atividades físicas intensas nos horários mais quentes do dia, priorizar ambientes ventilados ou climatizados e manter uma alimentação leve. Pessoas que utilizam medicamentos como diuréticos e anti-hipertensivos devem redobrar a atenção e, em caso de sintomas incomuns, procurar orientação médica”, orienta o Dr. Roberto Yano.