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'A pior solidão é não se sentir confortável na própria companhia' - a reflexão atribuída a Carl Jung sobre vazio emocional

O pensamento associado ao psiquiatra suíço continua sendo compartilhado ao falar sobre desconexão, relações superficiais e a sensação de estar sozinho mesmo cercado de pessoas

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 16 de maio de 2026 às 22:48

Carl Jung
Carl Jung Crédito: Reprodução

A madrugada costuma deixar sentimentos mais barulhentos. É nesse horário que muita gente percebe um vazio difícil de explicar, mesmo depois de passar o dia inteiro conversando, trabalhando ou cercada de outras pessoas. A reflexão atribuída a Carl Jung atravessou gerações justamente porque fala sobre um tipo de solidão que nem sempre tem relação com estar fisicamente sozinho.

O pensamento associado ao criador da psicologia analítica sugere que algumas pessoas convivem diariamente com relações, conversas e companhia, mas ainda carregam uma sensação silenciosa de desconexão emocional.

Carl Jung morreu em 1961, aos 85 anos, na Suíça. por Reprodução

A reflexão continua atual em uma época marcada por excesso de interações rápidas, redes sociais e necessidade constante de parecer bem. Em muitos casos, existe companhia, mas falta profundidade emocional, acolhimento ou sensação verdadeira de pertencimento.

Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. Pessoas que passam o dia inteiro cercadas por mensagens, encontros e conversas, mas ainda sentem que não conseguem mostrar quem realmente são ou falar sobre aquilo que as machuca de verdade.

Especialistas em comportamento frequentemente relacionam esse sentimento à dificuldade moderna de construir vínculos profundos em meio à correria e às relações superficiais.

O pensamento atribuído a Jung também toca em outro ponto delicado: a relação que cada pessoa possui consigo mesma. Muitas vezes, o desconforto do silêncio não nasce apenas da ausência dos outros, mas da dificuldade de lidar com os próprios pensamentos quando tudo desacelera.

Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada décadas depois. Em um tempo em que nunca foi tão fácil estar conectado, muita gente ainda termina o dia sentindo que continua emocionalmente sozinha.