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Fernanda Varela
Publicado em 16 de maio de 2026 às 22:48
A madrugada costuma deixar sentimentos mais barulhentos. É nesse horário que muita gente percebe um vazio difícil de explicar, mesmo depois de passar o dia inteiro conversando, trabalhando ou cercada de outras pessoas. A reflexão atribuída a Carl Jung atravessou gerações justamente porque fala sobre um tipo de solidão que nem sempre tem relação com estar fisicamente sozinho.>
O pensamento associado ao criador da psicologia analítica sugere que algumas pessoas convivem diariamente com relações, conversas e companhia, mas ainda carregam uma sensação silenciosa de desconexão emocional.>
10 curiosidades sobre Carl Jung
A reflexão continua atual em uma época marcada por excesso de interações rápidas, redes sociais e necessidade constante de parecer bem. Em muitos casos, existe companhia, mas falta profundidade emocional, acolhimento ou sensação verdadeira de pertencimento.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. Pessoas que passam o dia inteiro cercadas por mensagens, encontros e conversas, mas ainda sentem que não conseguem mostrar quem realmente são ou falar sobre aquilo que as machuca de verdade.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam esse sentimento à dificuldade moderna de construir vínculos profundos em meio à correria e às relações superficiais.>
O pensamento atribuído a Jung também toca em outro ponto delicado: a relação que cada pessoa possui consigo mesma. Muitas vezes, o desconforto do silêncio não nasce apenas da ausência dos outros, mas da dificuldade de lidar com os próprios pensamentos quando tudo desacelera.>
Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada décadas depois. Em um tempo em que nunca foi tão fácil estar conectado, muita gente ainda termina o dia sentindo que continua emocionalmente sozinha.>